Lucilia Okamura
De Londrina
Estudantes do Colégio Estadual Professora Maria Cintra de Alcântara, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), fizeram mais uma manifestação ontem para pedir uma reforma no estabelecimento, principalmente na parte elétrica. Eles trancaram o portão da escola e impediram, durante o dia todo, a entrada de professores e alunos.
‘‘Alunos na rua. Governo, a culpa é sua’’, ‘‘Queremos reforma jᒒ e ‘‘Chega de enganação, queremos solução’’ são os dizeres de algumas faixas e cartazes colocados em frente à escola, por representantes do Grêmio Estudantil. Segundo a secretária da entidade, Evelyn Alves Fernandes, o protesto teve o apoio dos professores e alunos.
Os problemas na estrutura do prédio (inaugurado em 74) são antigos e a direção e professores fizeram vários protestos para chamar a atenção das autoridades. Além da falta de salas de aula, as redes hidráulica e elétrica apresentam vários problemas.
O mau estado da fiação já provocou dois princípios de incêndio e, segundo a vice-diretora Ivone Aparecida da Silva, é comum ter de trocar lâmpadas das salas diariamente. ‘‘A iluminação nas salas é precária e prejudica principalmente os alunos do período noturno’’, afirmou.
Ivone da Silva disse que o estado da fiação é preocupante porque o verão está chegando e não existem condições de instalar ventiladores. Na sua opinião, o protesto feito pelos estudantes é válido. ‘‘Nada mais justo eles reivindicarem o que estão necessitando’’, ressaltou.
Evelyn da Silva lembrou que várias manifestações foram feitas em prol da escola e que agora eles estão dispostos a fazer greve até as obras começarem. ‘‘E não queremos conserto apenas na fiação elétrica’’, afirmou. ‘‘Não vamos descansar enquanto não conseguirmos uma reforma geral’’.
O prefeito Edison Siena (PDT) disse que fez contato com o Departamento de Construção, Obras e Manutenção (Decom) e foi informado que o conserto da rede elétrica começa hoje. Ele mostrou um fax que recebeu do Decom, em que mostra que o contrato com a M.W.R. Construções Civis Ltda, de Apucarana, foi assinado ontem. A empresa será a responsável pelos reparos nas instalações elétricas, que custarão cerca de R$ 14 mil. ‘‘Vou até a escola mostrar o fax para os estudantes para ver se eles encerram a paralisação’’, informou.

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