Estudantes fazem protesto na PUC
Maigue Gueths
De Curitiba
Os alunos da área de Comunicação Social, que abrange os cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) aproveitaram a vinda de duas profissionais vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), que estão vistoriando as condições do curso de Jornalismo, para fazer uma manifestação, ontem pela manhã, reivindicando melhorias nos cursos da área.
Com muito barulho pelos corredores, num apitaço que parou parte das aulas, com narizes vermelhos de palhaço e faixas com as reivindicações expostas pelos corredores, os alunos protestaram contra o aumento de 50 vagas para Jornalismo no próximo ano, a formação dos professores e a cobrança de mensalidades. O curso de TV mudou de professor três vezes este ano, o de rádio duas vezes. Além disso, a PUC expõe em edital o nome de todos os alunos que estão com mensalidades atrasadas, reclama Cristiane Lebelém, do 2º ano de Jornalismo.
A coordenadora do curso Celina Alvetti reconhece que houve problemas este ano com a troca de professores. Isto está acontecendo porque estamos tendo de nos adequar a uma exigência do MEC para que pelo menos um terço dos professores tenha titulação. Mas está havendo também um problema de relacionamento entre professores e alunos, que estão reivindicando melhorias e se tornando intransigentes com os professores, diz.
Estão fazendo vistoria no curso de Jornalismo da PUC-PR as professoras de Jornalismo Eun Yung Park, da Universidade de Guarulhos (SP) e Cristiane Finger, da PUC-RS. Segundo Eun, a vistoria faz parte da rotina de avaliação das escolas que está sendo feita pelo MEC. Estão sendo avaliadas 96 escolas de Jornalismo do Brasil, as quais têm o curso reconhecido e passaram pelo provão em 1998. É o caso do Jornalismo da PUC que recebeu nota C no provão de ano passado. Este ano o provão também foi feito, mas a nota ainda não foi divulgada.
Na vistoria do MEC, as professoras estão avaliando instalações, laboratórios, bibliotecas e aderência dos professores, ou seja, formação, titulação e experiência profissional. Diante do protesto dos alunos, as professoras do MEC receberam uma comissão e explicaram que, inclusive, passariam hoje nas salas de aula para ouvir, aleatoriamente, alunos e professores sobre as condições do curso. O resultado de todo este trabalho será publicado no próximo ano em livro editado pelo MEC.
Para Celina, o curso de Jornalismo da PUC-PR deve receber boa avaliação do MEC nos itens de instalação, mas ela acredita que o curso ainda tem a melhorar no quesito de formação dos professores. Hoje, dos 22 docentes que dão aula para o curso, dez são mestres, 11 têm especialização e um é graduado.





