Estudantes fazem protesto
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Alunos do Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos (CEEBJA) de Londrina fizeram no início da tarde de ontem um protesto em relação às medidas da Secretaria de Estadual de Educação, que prevê mudanças no ensino e transferência dos alunos para o Colégio Estadual Benjamim Constatnt, na Vila Portuguesa.
Os estudantes reclamam que a mudança no ensino vai prejudicar a conclusão dos estudos. Além disso, o outro colégio fica muito distante do Centro, dificultando o acesso para quem trabalha e precisa estudar. ''A escola é longe e teremos que dividir o local com crianças. Sem contar que, antes eu poderia estudar de acordo com a minha disponibilidade. Agora, tenho que vir nos horários fixados por eles'', diz Cláudio Benedito de Oliveira. ''Iria concluir o ensino médio em maio, agora vou conseguir terminar apenas no final do ano, pois não posso cumprir os horários que eles têm a oferecer'', reclama Maria das Graças de Oliveira.
Em fevereiro deste ano o Corpo de Bombeiros exigiu uma série de adequações relacionadas principalmente à acessibilidade e segurança. Diante do laudo, o Núcleo Regional de Ensino (NRE), com o aval da Secretaria de Educação iniciou a procura por um outro local. No entanto, um dia depois da vistoria, foi publicada no Diário Oficial uma portaria da própria Secretaria autorizando a locação do prédio pelo período de 60 meses.
Desde 2006, o NRE vem estudando a possibilidade de mudar a organização do ensino para jovens e adultos, que aconteceu neste ano. Segundo a assistente do Núcleo, Marlene de Melo, essa situação se agravaria ainda com a modificação no estilo de ensino que teria uma demanda maior de alunos. ''A mudança no ensino para jovens e adultos prevê que o estudo seja 70% coletivo e apenas 30% individual. Isso significa dizer que mais pessoas vão estudar ao mesmo tempo. Com mais alunos na escola, o risco de acidentes neste local seria ainda maior.''
Sobre o prolongamento dos estudos, ela diz que há precipitação e desconhecimento por parte dos alunos. ''O que acontece é que os alunos dessa unidade estão diante de duas situações: a mudança de local e na nova forma de organização do ensino. Isso tudo gerou uma insegurança muito grande. Posso dizer que ninguém será prejudicado.''
A diretora da escola, Thelma Kochmanscky, tambpem garantiu que a direção tem analisado todos os casos para que os alunos não desistam das aulas. Segundo ela, são 1.812 alunos matriculados na escola.


