Nem mesmo a chuva espantou os poucos alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que protestaram ontem, no Calçadão, área central. O manifesto, que tinha por lema ‘‘Negociação jᒒ, foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). O objetivo era sensibilizar a comunidade e o governo pela retomada das conversações pelo fim da greve.
Os alunos exibiram faixas de protesto, conversaram e distribuíram panfletos para as pessoas que passaram pelo Calçadão. O pequeno número de alunos – aproximadamente 20 –, como justifica Flávia Fernandes Carvalhaes, aluna do 3º ano de Psicologia e integrante do DCE, deve-se à dificuldade de mobilização dos estudantes. Ela acredita que muitos deles, por morarem em outras cidades, tenham voltado para casa. Mas a estudante garante que a paralisação tem o apoio da classe estudantil. ‘‘O DCE não está sendo pressionado para exigir o fim do movimento’’, garantiu.
O tempo de paralisação, admitiu Flávia, tem prejudicado os alunos, especialmente os formandos. Mas os baixos salários dos professores, para ela, vão deteriorando aos poucos a qualidade do ensino. Isso porque impedem a dedicação exclusiva e a formação permanente dos docentes.

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