Estudantes fazem eleição e
escolhem prefeito de ‘cidade’
Kraw PenasCandidato, Matheus Luvison reclamou da campanha de concorrentes


Rubens Burigo Neto
Especial para Folha


Durante um ano a estudante Patrícia Moreira Tressoldi, 11 anos, vai ser obrigada a conviver com as reclamações e pedidos dos ‘‘moradores’’ da Cidade Mirim do Colégio Opet, em Curitiba. Candidata do Partido Trabalhista Mirim, Patrícia recebeu 248 votos na eleição para a prefeitura da cidade. ‘‘É um sonho que estou realizando’’, comemorou. Ao todo, 350 alunos participaram da votação.
Patrícia contou que fez campanha usando panfletos e música para atrair seus eleitores. Ela já foi duas vezes vereadora e uma vez ouvidora da cidade mirim. ‘‘Só prometi fazer coisas que conseguiria cumprir.’’ Entre as ‘‘coisas’’, está o ‘‘recreio mais legal, com jogos e brincadeiras.’’ Mas havia candidato reclamando da ‘‘compra de votos’’. ‘‘Tem candidato distribuindo balas para conseguir se eleger’’, acusava Matheus Luvison, 10 anos, candidato à reeleição como vereador. Ele acreditava na reeleição pela sua ‘‘popularidade’’.
A mini-cidade foi fundada há 29 anos pela direção do Colégio Lins de Vasconcelos, como uma atividade extra-curricular para incentivar as crianças
no exercício da cidadania. Para a eleição de ontem, os quatro partidos concorrentes (do Cidadão, Democrático, Ecológico e dos Trabalhadores) inscreveram quatro candidatos a prefeito e 17 pretendentes ao cargo de vereador. A votação foi em computadores, num sistema bastante parecido ao utilizado pelos adultos na urna eletrônica. ‘‘Foi fácil’’, admitiu Giulia Stefani, 7 anos, da 1ª série; depois de ter voltado para a ‘‘urna’’ para registar seu voto com a ajuda de uma das ‘‘mesárias’’.

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