Trinta alunos do primeiro ano do curso de ciências sociais matutino da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram um protesto ontem, durante a reunião mensal do Conselho Administrativo, na reitoria. Os universitários reclamam que estão sem aulas de filosofia desde o início do segundo semestre letivo, iniciado no dia 31 de julho.
‘‘Essa disciplina não pode ter dependência para o segundo ano e, mesmo que abram processo seletivo agora, vai levar pelo menos 45 dias para começarmos a ter aulas, ou seja, somente lá por novembro, quase encerrando o ano letivo’’, explicou Amadeu Zonato Neto, representante da classe no Centro Acadêmico do curso. Segundo ele, a classe já havia encaminhado abaixo assinado para os chefes dos departamentos de ciências sociais e filosofia pedindo providências.
A caminho da reunião do Conselho de Administração, o reitor Jackson Proença Testa parou para falar com os estudantes. Ele admitiu que a UEL está enfrentando falta de professores em vários cursos, por aposentadoria, remanejamento e saída de alguns docentes. ‘‘O problema é que estamos em período eleitoral, quando é proibido a contratação e demissão de pessoal. Assim, todos os processos de contratação devem ser analisados um por um para que não tenhamos problemas com os Tribunais de Contas e Eleitoral’’, afirmou.

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