Estudantes estão contra mudança no crédito educativo
Luciana Pombo
De Curitiba
As novas regras do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), definidas pela medida provisória 1865-2/99 está sendo questionada pelos estudantes da PUC-PR. Segundo o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC-PR, Antônio Carlos Basílio da Silva, as regras são inviáveis e prejudicam o aluno carente. A nova lei exige a apresentação de um avalista com imóvel e renda de três vezes o valor da mensalidade.
A assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC) informa que as mudanças das regras foram feitas para democratizar o ensino superior e evitar os altos índices de inadimplência do pagamento dos financiamentos de crédito educativo, que chegava a 68% do total. Agora, o governo arcará com 70% do finaciamento, o agente financeiro com 20% e as instituições de ensino superior com 10%.
Apenas poderá solicitar o crédito o aluno matriculado em instituição credenciada, que tenha aproveitamento escolar de 75% e fiador. O prazo de carência acaba com a medida provisória e os juros serão fixos e de 12% ao ano. O comprometimento da renda familiar com a mensalidade futura não poderá ainda ultrapassar os 60%. Isto é desumano, apenas poderão ser considerados carentes quem tiver renda suficiente para arcar com as contas futuras, rebateu Basílio.





