Estudantes e CMTU vão debater tarifa
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terça-feira, 17 de junho de 2003
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O presidente da CMTU, Wilson Sella, e uma comissão de estudantes devem fazer, ao meio-dia de hoje, uma reunião para discutir técnica e politicamente a situação do reajuste na tarifa de transporte coletivo. Mas, nos preparativos do encontro, os problemas já surgiram: os estudantes querem que o encontro seja realizado na sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL); e Sella diz que a reunião deve ser na CMTU, por ter sido ele o autor do convite.
A reunião de hoje foi resultado da passeata realizada ontem à tarde contra o reajuste da tarifa de ônibus. A manifestação contou com cerca de 100 pessoas (segundo a Polícia Militar) e foi comandada por estudantes, com a participação associações, sindicatos e grupos da sociedade, como a Associação dos Docentes da UEL (Aduel), que distribuiu um panfleto no qual demonstrava apoio à luta e repudiava as insinuações de que poderia haver uma manipulação eleitoreira no movimento.
Os manifestantes se reuniram no Calçadão por volta do meio-dia. Às 13h20, saíram em direção à prefeitura. Barulho não faltou. Além do carro de som que seguia à frente do grupo, vários instrumentos musicais fizeram a batucada, além de muitas faixas de protesto e em solidariedade a Anderson Amaurílio da Silva, 21 anos, atropelado por um ônibus durante a manifestação de sexta-feira no Terminal Urbano. Durante todo o percurso, motos e carros da Polícia Militar fizeram a escolta. A passeata foi pacífica e às 14h33 os manifestantes chegaram à prefeitura, onde foram recebidos pelo secretário de Governo, Adalberto Pereira; o auditor interno da prefeitura, Osvaldo Lima; e o procurador jurídico do município, Carlos Roberto Scalassara. Cerca de 35 policiais faziam a segurança. O prefeito Nedson Micheleti (PT) não pôde atendê-los porque está acompanhando a mulher, com problemas de saúde.
Duas propostas foram feitas por Sella aos estudantes: a de participarem do processo de remodelação do serviço de trasnporte de Londrina e de participar de um debate técnico e político da questão. Os estudantes fizeram uma assembléia e decidiram aceitar a reunião. Por volta das 16h30, eles pararam um ônibus da linha 210, pularam a catraca e voltaram ao Terminal Urbano, onde o grupo se dispersou. Rafael Morais, o ''Português'', um dos coordenadores do DCE, garantiu que não haverão mais manifestações que fechem o Terminal.
De acordo com a União Juvenil Socialista (UJS), que participa do movimento, os ônibus que fizeram o transporte foram fretados e pagos pelas entidades que apóiam o movimento.
O jovem atropelado durante o tumulto, Anderson Amaurílio, continua internado em estado regular.


