Uma reunião, ontem, entre estudantes e a diretoria da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina terminou em impasse sobre as restrições para uso do Cartão Transporte (CT) com a cobrança de meia tarifa. Os universitários insistem na hipótese de liberação de horário, para que seja cobrado meio passe sempre que for preciso realizar atividades extra-curriculares. O presidente da CMTU, Wilson Sella, no entanto, descartou a possibilidade de suspender a restrição. Um novo encontro foi marcado para a próxima segunda-feira no intuito de definir adequações para atender os universitários.
''Acredito que as reivindicações serão atendidas na medida do possível'', declarou Sella. Segundo ele, uma das metas da implantação da bilhetagem eletrônica é reduzir ''em 100% o número de fraudes'', como venda de passes de estudantes no mercado paralelo ou uso para atividades não-escolares. Sella disse ainda que, no futuro, será possível ampliar os benefícios dos estudantes. De acordo com ele, o índice de fraudes com o antigo sistema atingia de 30% a 40% do total de passes estudantis.
Para o coordenador de pós-graudação e iniciação científica do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Rafael Português, a ausência de limitação de horário é, ao lado da briga pelo passe livre, a principal reivindicação dos universitários. ''A própria UEL (Universidade Estadual de Londrina) fez um documento pedindo a liberação do horário'', enfatizou.
O encontro contou também com a presença de representantes do Procon e da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Sella apresentou a minuta de um decreto que será enviada ao Executivo. O texto permite ao estudante solicitar de 20% a 30% de créditos adicionais para uso em atividades relacionadas ao processo educacional.
Para atender os pedidos dos estudantes, a CMTU já havia liberado, no início da semana, mais um horário para uso da meia tarifa. Agora, além do período para fazer o trajeto de ida e volta da escola, o aluno pode escolher mais um horário para realização de atividades extra-curriculares. A escola ou universidade, no entanto, precisa fornecer um comprovante de participação do aluno na atividade.

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