Estudantes driblam a falta de tempo
O desejo de crescer profissionalmente tem sido maior que os obstáculos enfrentados pela auxiliar de frigorífico Vivian Paula de Souza. Após um divórcio ocorrido no ano passado, aos 30 anos ela decidiu retomar os estudos para proporcionar um futuro melhor para suas três filhas. ''Estudo de manhã e trabalho das 4 da tarde até às 2h30 da madrugada. Tenho dormido apenas três horas por noite, pois ainda tenho que cuidar da casa e das minhas filhas. Voltei a cursar o 1º colegial (1º ano do ensino médio) que parei aos 16 anos e agora só vou descansar quando concluir a faculdade de administração que pretendo fazer'', garante.
Após 20 anos morando no Japão, onde trabalhava com tradução, Giane Matsuda Gomes resolveu voltar a estudar. ''Parei de estudar para me casar. Agora com três filhos voltei a cursar o 2º ano do ensino médio para conseguir um bom emprego. Meu sonho é fazer um curso técnico de enfermagem e trabalhar nesta área. Apesar da correria, acho que hoje eu aprendo mais do que naquela época'', enfatiza.
O porteiro Edilson Sebastião de Souza, 41 anos, também acha que está aprendendo mais hoje do que na época em que era adolescente. ''Voltei a estudar no ano passado. Parei os estudos na 6 série, aos 14 anos, porque tive que começar a trabalhar cedo. Agora com os filhos criados e a vida estabilizada pude voltar a estudar. Como não vou para a sala de aula para brincar acabo prestando muita atenção na aula e não estou tendo dificuldades. Agora só paro de estudar depois que me formar em Física, que sempre foi o meu sonho'', revela.(M.R.)





