Os alunos do curso de Odontologia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foram às ruas ontem à tarde protestar contra a falta de recursos que impede o funcionamento das clínicas que prestam atendimento gratuito a cerca de 70 pessoas carentes por dia. Os acadêmicos se reuniram em frente à Catedral, no centro de Cascavel, para apresentar a toda população os problemas existentes com o curso.
Durante a manifestação, os alunos mostravam faixas reclamando das atuais condições de infra-estrutura das clínicas que não possuem materiais necessários para o atendimento. Além disso, eles aproveitaram para fazer uma espécie de pedágio, pedindo dinheiro aos motoristas e pedestres que passavam pelo local.
Na parte da manhã, os alunos estiveram reunidos com alguns professores e pacientes das clínicas que demonstraram apoio às reivindicações apresentadas. De acordo com Webber, uma comissão de alunos está buscando viabilizar uma audiência com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, para apresentarem pessoalmente a situação do curso.
Alexandre Webber afirma que para a manutenção do curso seriam necessários cerca de R$ 6 mil por mês. Nas três clínicas de atendimento à população carente são realizados cerca de 2,5 mil procedimentos todos os meses. Os atendimentos foram suspensos no início desta semana devido a falta de materiais e ao sucateamento de equipamentos, como cadeiras, que inviabilizam os trabalhos dos 100 alunos que atendem nas clínicas.

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