Acadêmicos de enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM) conseguiram a aprovação de um projeto para construção de um bloco com 2,3 mil metros quadrados, mas não conquistaram uma programação oficial de início das obras. Há mais de duas semanas, professores e acadêmicos iniciaram protestos e interditaram por conta própria dois blocos do curso. Eles estão acampados em frente à reitoria da UEM.
Segundo os coordenadores do movimento, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou para a área educacional do município cerca de R$ 15,2 milhões, mas até agora o recurso não chegou para as instituições. Para contornar a situação de falta de salas, os acadêmicos de enfermagem tentam agora um espaço de 1,5 mil metros em um bloco didático que será construído pela universidade com R$ 1,2 milhão repassados pelo governo do Estado.
Em assembléia realizada ontem à tarde, alunos e professores decidiram encerrar o acampamento na sexta-feira. Eles estão indignados porque foram divididos em salas de diversos blocos da UEM. ‘‘O curso tem 20 anos de existência, mas não nunca foi prioridade na instituição’’, reclama a acadêmica Samira Goldberg Rego. Construídos há 20 anos em caráter provisório, os antigos blocos de enfermagem foram interditados porque ameaçavam desabar pelo excesso de infiltrações e rachaduras nas paredes e telhado.

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