Os estudantes de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) entram hoje no quinto dia de manifestação pedindo melhorias na qualidade de ensino. Indignados com o que classificam de descaso do departamento e da reitoria, os acadêmicos reclamam da falta de pesquisa, de investimento em extensão e democracia na escolha de chefe de departamento. O estopim da manifestação dos estudantes foi o sucessivo assédio de uma aluna a um professor, fazendo com que ele se demitisse. Hoje às 9 horas, eles realizam mais uma manifestação no campus da PUC, em Curitiba.
Um dos coordenadores do movimento, Anderson Marcos dos Santos, afirma que os acadêmicos vêm pedindo mudanças à reitoria há três anos, sem obter nenhum resultado. Ele conta que quando o professor se demitiu, a universidade não fez nada para reverter o caso. ‘‘O fato culminou na primeira manifestação, na última segunda-feira, em que os estudantes montaram uma comissão para negociar com a reitoria’’, diz. Nesse encontro, a coordenação do setor se comprometeu a realizar mudanças, sem no entanto especificar quais seriam.
Santos informa que, por enquanto, os protestos não visam a paralisação das aulas. ‘‘Afinal, estamos em fase de provas, mas, caso não haja avanço, a discussão pode ser radicalizada’’, diz.
O estudante reclama que, desde o início da manifestação, a universidade colocou funcionários para acompanhar cada uma das manifestações. Em um dos protestos, os seguranças da PUC teriam ameaçado bater nos alunos. No fim da da tarde de ontem, a Folha tentou entrar em contanto com a chefia do curso e com a reitoria, mas os responsáveis por estes departamentos não foram encontrados.

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