Curitiba - Cerca de 3,8 mil alunos da zona rural de Castro (41 quilômetros ao norte de Ponta Grossa) estão deixando de frequentar a escola por falta de transporte. Somente hoje, no quinto dia de aula, é que a prefeitura do município escolherá as empresas que assumirão o serviço. Os alunos que estudam na área urbana também estão tendo que aguardar a normalização do transporte. Os professores não estão repassando conteúdo novo nesses dias para não prejudicar aqueles que não conseguiram ir até a escola. A Prefeitura de Castro promete regularizar o transporte dos alunos a partir da próxima segunda-feira.
O secretário de Educação, Cultura, Criança e Adolescente de Castro, Ronie Cardoso Filho, alega que o atraso na contratação do transporte escolar foi decorrente da burocracia imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O que também atrapalhou o processo, segundo ele, foram as férias coletivas da prefeitura e, por último, o feriado de Carnaval.
De acordo com o secretário, o contrato do transporte escolar terminou em dezembro. Para licitar a nova contratação era necessário ter dotação orçamentária e a Câmara, segundo ele, só aprovou o orçamento em 15 de dezembro. Em seguida, a prefeitura concedeu férias coletivas para seus funcionários, que só retornaram ao trabalho em 14 de janeiro. ‘‘Tínhamos que respeitar todos os prazos legais para a publicação do edital e abertura da licitação’’, justificou.
O processo de licitação, explicou Cardoso, foi dividido em três etapas. Na última quarta-feira foi realizada a qualificação das empresas, ontem, o registro dos ônibus e, hoje, será a abertura das propostas de preço.
A Prefeitura de Castro, segundo o secretário, tem um gasto mensal de R$ 120 mil com o transporte escolar.

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