Estudantes de Biomédicas protestam contra barulho
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de maio de 1999
Daniela Neves 
Especial para a Folha
Estudantes de sete cursos do setor de Ciências Biomédicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) promoveram ontem uma paralisação seguida de assembléia. Eles reivindicam maior acesso à planilha de custos da universidade e contratação de professores com mestrado e doutorado e também reclamam do barulho causado pelas obras no prédio de Biomédicas.
Desde o início do semestre, os 900 alunos do setor, que fica no campus do Prado Velho, em Curitiba , convivem com operários que trabalham na reforma do prédio. Doze salas de aula, além de banheiros e corredores, estão em obras. O barulho de britadeiras e estacas estaria prejudicando a atenção durante as aulas. Pedimos que os operários trabalhem em horários alternativos, como à noite, para que o barulho não nos atrapalhe, explica Luciano Perini, estudante do curso de Farmácia.
Os acadêmicos dizem que não pretendem protestar
contra o aumento de 14% nas mensalidades, que está sendo cobrado a partir desde mês,
mas querem ter acesso à planilha de custos da instituição. O reitor da PUC, Clemente Ivo Juliatto, conversou na segunda-feira com os dirigentes dos centros acadêmicos e prometeu estudar os pedidos.
Ele já concordou em negociar com a construtora Irmãos Thá, responsável pelas obras, a possibilidade dos trabalhos serem executados fora do horário de aulas.
A avaliação dos professores, item importante do Exame Nacional de Cursos, preocupa os alunos. Todos os semestres os estudantes respondem um questionário sobre a atuação dos professores em sala de aula. O problema é que nem sempre nossa opinião é levada a sério. Já aconteceram casos de pedidos para que professores mudassem a forma de dar aula e nada foi feito, reclama Vanessa Flores de Souza, aluna de Biologia. Os estudantes pedem que a universidade contrate mais professores titulados para melhorar a qualidade das aulas.
Na assembléia de ontem ainda foram discutidas a implantação da farmácia-escola, a melhoria das clínicas de Odontologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia e o aumento do número de projetos de pesquisas.


