Estudantes da Unioeste ganham apoio em Curitiba
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quarta-feira, 11 de março de 1998
Paulo Pegoraro 
Acadêmicos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) obtiveram ontem em Curitiba compromisso da Assembléia Legislativa e do governo, respectivamente de apoio e de ações para consolidar a instituição, dotando-a de professores suficientes para todos os cursos e de recursos financeiros para laboratórios, equipamentos e obras. Cerca de 150 alunos estiveram em Curitiba, para encontros com deputados e representantes do Estado, enquanto no campus de Cascavel era mantida a greve iniciada anteontem.
Os 1.960 alunos do campus deixaram de ir às salas de aula em protesto pela falta de 120 professores para cursos que estão sendo iniciados e para novas turmas nos que já existiam, em Cascavel e nos campus de Toledo, Foz do Iguaçu e Marechal Cândido Rondon. O Estado autorizou, terça-feira, a contratação de 64 professores selecionados em concursos realizados no ano passado pela Unioeste, mas nem todos devem assumir, porque muitos arrumaram outro emprego. Terá que ser realizado teste seletivo para completar o quadro.
Apesar disto, as aulas foram iniciadas no dia 2 sob protestos dos acadêmicos, que depois decidiram ir à Capital para pressionar o governo. A vice-reitora da Unioeste, Liana Vasconcelos, que acompanhou os alunos, disse à Folha ontem à tarde, por telefone, que foi obtido na Secretaria de Ensino Superior e órgãos do Estado o compromisso de abertura de inscrições na próxima semana para teste seletivo que vai completar todo o quadro, após a admissão dos professores concursados.
Segundo Liana Vasconcelos, também foi obtido sinal verde para aquisição de laboratórios, equipamentos e obras de urbanização nos quatro campus, que custarão R$ 10 milhões. Uma questão mais difícil de resolver é a reivindicação de isonomia entre a Unioeste e outras universidades estaduais que dispõem de orçamento próprio. A Unioeste e a Unicentro, de Guarapuava, são as únicas que dependem inteiramente de liberações periódicas de recursos pelo Estado. A UEM (Londrina) e a UEL (Maringá) só conseguiram a autonomia através de ação na Justiça.
Hoje cedo será realizada uma assembléia no campus de Cascavel. A expectativa é que seja decidido o retorno às aulas ainda hoje.


