Estudantes da UFPR fazem manifestação contra greve
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quarta-feira, 19 de setembro de 2001
Erika Wandembrcuk <br> De Curitiba 
Cerca de 30 estudantes dos cursos de Medicina, Economia, Direito, Engenharia e Administração da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fizeram manifestação ontem contra a greve dos professores, alunos e servidores técnico-administrativos da instituição. A organização do movimento esperava 500 estudantes. ''Tem pouca gente porque por conta da greve muitos foram para as casas dos pais no interior'', disse o estudante de medicina Ricardo Westphal Filho.
Os manifestantes foram em passeata do Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba, até a Boca Maldita, na Rua XV de Novembro, onde permaneceram durante o dia todo em barracas improvisadas. Eles entregaram panfletos e informaram a população sobre o risco de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, Aids e diabetes. Também explicaram sobre a importância da UFPR e porque são contra a greve na instituição.
''Somos a favor das reivindicações dos servidores, mas a greve não é o caminho ideal para que sejam atendidos. Na greve do ano passado, por exemplo, os manifestantes ganharam pequenas gratificações. O reajuste que reivindicam agora de 75,48%, é o que pediam há três anos'', afirmou Westphal Filho.
No entendimento dele, além de atrasar o calendário letivo, a greve prejudica a capacidade de aprendizado dos estudantes.
Já os 2,5 mil servidores em saúde pública tiveram de adiar a paralisação parcial de 12 horas nos 17 hospitais e 15 bancos de sangue do Estado. Isso porque, para aderirem à greve, tiveram de protocolar junto à Secretaria Estadual de Saúde documento alertando sobre o movimento. ''Protocolamos o documento na terça-feira, só depois de 72 horas poderemos fazer a paralisação. O prazo vence amanhã. Os locais e horários de greve só serão avisados minutos antes'', disse a presidente do Sindisaúde (sindicato da categoria) Elaine Rodella. Segundo ela, duas semanas após a paralisação parcial será deflagrada greve geral pela categoria.


