Estudantes da UEL temem queda de passarela
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terça-feira, 07 de agosto de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Pelo menos seis escoras improvisadas têm auxiliado na sustentação das passarelas sobre corredores do Centro de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Instaladas há quase dois meses, as escoras, algumas sobre calços de madeira, têm assustado estudantes que passam pelo CCH. ''A gente comentou sobre a possibilidade de (a cobertura) cair esses dias. Temos medo'', comentam Rafael Prado e Paulo Eduardo Ferreira Costa, estudantes de Matemática, que têm aulas por ali uma vez por semana. ''Não pode continuar nessa insegurança, seria preciso reformar'', sugerem, acrescentando que é inevitável não pensar na queda da marquise do Anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), ocasião em que morreram duas pessoas e várias ficaram feridas.
As amigas Bruna Souza, Larissa Rocha e Vanessa Jacques, todas do curso de Ciências Sociais, também admitem que se sentem receosas ao passar próximo às escoras. ''O pior de tudo é quererem construir um muro pela segurança do campus, se eles nem conservam a estrutura existente. Tinha que consertar aqui antes de qualquer coisa'', opina Larissa.
Segundo Vanessa, o CCH tem ainda outros problemas estruturais. ''Há rachaduras e goteiras nas salas de aula. Uma sala chegou a ser interditada durante aquele período recente de chuvas por estar completamente alagada'', conta.
De acordo com o diretor do CCH, Ludoviko dos Santos, a instalação das escoras teve uma motivação unicamente preventiva. ''Ao identificarmos alguns pontos de exposição das ferragens em algumas vigas-calhas das passarelas, colocamos as escoras como medida preventiva, justamente para aumentar a segurança daqueles pontos'', esclarece, acrescentando que a identificação desses pontos de possível risco foi resultante de um levantamento técnico da estrutura prediária de todo o campus, realizada a pedido do reitor.
Santos adianta que já existe um projeto de substituição da atual estrutura na pró-reitoria de Planejamento. ''Vamos substituir por outro tipo de passarela, provavelmente com estrutura metálica. A previsão é de que isso seja realizado ainda neste semestre'', revela.
Em relação às goteiras nas salas de aula, o diretor explica que estas eram resultantes do entupimento das calhas e canos de escoamento, mas que o problema já foi resolvido. ''Substituímos os canos por outros mais largos, de 100 milímetros, para que a água possa carregar os detritos que levavam ao entupimento, e recolocamos o forro'', relata. Como resultado, segundo Santos, enquanto antigamente as goteiras atingiam ''5 ou 6 salas'', da última vez ocorreu apenas em uma.


