O cara chega ‘‘trêbado’’ em casa e a fechadura da porta insiste em fugir da chave, sua eterna parceira. Poucos podem dizer que não passaram por esta situação vexatória. Mas este crucial problema, para quem gosta de ter mais álcool do que hemáceas no sangue, pode ser resolvido. A solução encontrada por um grupo de estudantes do Colégio São Paulo foi apresentada ontem na feira de ciências da escola. Os garotos adaptaram um imã na ponta da chave: quando ela chega perto da fechadura é atraída para o buraco. Um casamento perfeito. Os alcoólicos declarados estão em festa e esperam, na mesa de um bar, que a nova chave esteja logo disponível nas casas do ramo.
Outra invenção dos alunos do São Paulo se enquadra na busca pela vida saudável. Os garotos criaram um liquidificador que funciona sem energia elétrica. Uma revolução nestes tempos em que se procura novos métodos para economizar eletricidade. O equipamento é composto por um liquidificador, um cavalete, alguns cabos, uma bicicleta e um atleta.
Paulo WolfgangOs inventores do liquidificador que funciona sem energia elétricaO atleta pedala a bibicleta que, por sua vez, ligada a uma corrente extra, aciona um cabo que faz girar as lâminas do liquidificador. Se a intenção é bater apenas um suco de laranja, qualquer pessoa acima de 100 quilos pode pedalar a magrela. Caso o objetivo seja quebrar pedras de gelo, o atleta tem que ter uma configuração melhor, já que dispenderá de mais energia.
Os bem-humorados inventores Roberto Pelisson Stadler, Guilhermer Franzin Matins, João Paulo Piccin e Álvaro Giordani ainda não patentearam o invento. ‘‘A vantagem é que o cara prepara o suco e se exercita ao mesmo tempo’’, dizem.
A feira libera a criatividade dos alunos. Estão sendo apresentados trabalhos de todos os tipos, muitos deles bem interessantes. Alguns mostram os problemas e soluções para o meio-ambiente, usinas hidrelétricas, impotência sexual, cristais, informática além de apresentações de sapateado e outras danças.

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