Estudantes correm risco de ficar sem livros
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terça-feira, 20 de maio de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Alunos de muitas escolas públicas estaduais correm sério risco de passarem o restante do ano letivo sem terem parte dos livros didáticos à disposição. O problema acontece porque, em muitos estabelecimentos, os livros fornecidos pelo Ministério da Educação através da Fundação Nacional do Livro Didático (FNDE) não foram suficientes para beneficiar todos os estudantes.
O problema foi registrado em um reportagem da Folha, no dia 12 de maio. No Colégio Estadual Marcelino Champagnat, no centro de Londrina, a reclamação era sobre a falta de livros de praticamente todas as disciplinas para alunos da 7 série do ensino fundamental.
Ontem, o diretor-geral da escola, Claudecir Almeida da Silva, afirmou que os livros continuam em falta. Segundo ele, representantes da Secretaria Estadual de Educação (Seed) procuraram a escola e informaram que os livros seriam enviados mas com outros títulos, diferente dos utilizados pela maioria dos alunos. Para o diretor, o problema ocorre porque a distribuição é baseada no censo escolar do ano anterior. ''É preciso fazer uma projeção futura, onde as escolas devolveriam o excesso'', opinou Silva.
O coordenador do setor didático da Seed, Marco Antônio de Moraes Sarmento, declarou que este ano o FNDE não irá mais realizar a distribuição de novos livros. A secretaria pretende amenizar o problema remanejamento sobras de títulos de outras escolas. ''Essa é a solução mais viável no momento'', destacou. Ele garantiu que ''ainda esta semana devem sair remessas para os núcleos do interior do Estado''. Mesmo assim, dificilmente essa medida irá contemplar todos os alunos.


