Explosão de emoções na Concha Acústica durante a divulgação dos aprovados no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), ontem à tarde. A Folha promoveu uma festa com a distribuição de jornais com a lista dos 3.010 novos calouros e apresentação da banda Black Tie. Cerca de quatro mil pessoas acompanharam a festa.
Suelen Karina de Oliveira foi uma das primeiras a pegar o jornal. Durante alguns minutos, procurou o nome sem encontrar até que soltou um grito e saiu correndo. ''Passei!'', anunciava eufórica. Ela vai cursar enfermagem após três tentativas e a única coisa que conseguia falar era ''não sei como eu estou, só quero achar o meu pai''.
Patrícia Reichmann tinha motivo duplo para comemorar, passou no vestibular para arquitetura e comemorava o aniversário de 18 anos. ''A gente sempre espera que vai passar mas enquanto você não vê, não acredita''. O pai fotografava todos os momentos e a mãe, Celeste, estava orgulhosa. ''Ela é maravilhosa e me deixou muito feliz. Foi um presente de aniversário para ela e para mim'', contou.
Para o calouro de fisioterapia, Carlos Augusto Marçal Camilo, 19 anos, o resultado foi empolgante. ''Nunca pulei tanto na minha vida'', confessou. Já para Luiz Saldanha, que vai cursar direito e tem 18 anos, o resultado foi um alívio. ''É muito bom, um desencargo porque você não vai estar mais no cursinho''.
Luiz Ângelo Rossato, 19 anos, comemorava a aprovação em medicina pela sexta vez após dois anos de cursinho. A da UEL foi a mais comemorada. ''Aqui é minha casa'', justificou. Depois de tanta dedicação ele só pensa em se divertir, ''Vou aproveitar esses três meses de férias porque depois tem que estudar mais um pouquinho''.
Mas se de um lado prevalecia a alegria, do outro alguns estudantes lamentavam. Elaine Mara Camargo, 22 anos, disse que o novo formato do vestibular dificultou um pouco. ''Eu achei o vestibular diferente, mais interpretativo e não esperava isso''. Ela pretendia cursar letras e agora quer ''esfriar a cabeça''. Isabeli Cristina, que buscava uma vaga para direito, estava decepcionada. ''Eu estudei e estou com muita raiva. Queria passar neste'', falou em meio ao choro.
Em meio a tanta confusão, uma banca de jornais aproveitou para vender farinha e ovos. A dona, Marilene Taramelli, justificou: ''já que está difícil de vender, temos que ser inovadores''. O marido relutou um pouco com medo de que sobrasse muita mercadoria, mas Marilene logo arrumou uma saída. ''Faço pão com o que sobrar'', planejou. O quilo da farinha era vendido a R$ 2 e a dúzia de ovos, R$ 3. ''É a primeira vez que faço isso. Sempre tem um ou outro que esquece de trazer'', argumentou.
A matrícula na UEL acontece na CAE entre os dias 17 e 21 de fevereiro. Cada dia atende a cursos específicos. A lista dos aprovados pode ser conferida no caderno especial que circula hoje na Folha.

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