Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Cerca de 300 estudantes, entre universitários e secundaristas, bloquearam na manhã de ontem por meia hora o tráfego do trecho urbano da BR-277, em Foz do Iguaçu. Eles protestaram contra a falta de investimentos no câmpus local da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O protesto ocorreu na esquina da rodovia com a Avenida Paraná – uma das mais movimentadas de Foz do Iguaçu – depois de uma passeata de dois quilômetros pelo centro da cidade.
Organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o ato foi finalizado com a distribuição de panfletos para os motoristas, onde participaram também líderes dos secundaristas. ‘‘É uma forma de envolver a comunidade nos problemas da única instituição pública de ensino superior no município’’, disse Paulo Bogler, presidente do DCE.
Na semana que vem, os estudantes devem ir a Cascavel entregar ao reitor da universidade, Erneldo Schallenberger, uma carta com dez reivindicações para melhorar as condições do câmpus. Os principais itens da pauta são a construção de prédios e laboratórios, implantação de novos cursos e a contratação de mais professores.
No ano passado, a Assembléia Legislativa aprovou um empréstimo de R$ 13 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para melhorar a estrutura do câmpus, mas o governador ainda não assinou a liberação dos recursos.
Os estudantes também estão descontentes com a revisão da proposta orçamentária feita pelo governo estadual, que quer repassar apenas R$ 24 milhões dos R$ 33 milhões previstos para a universidade este ano.
‘‘É por isso que estamos aqui. Queremos entrar em uma universidade decente e temos que lutar para conseguirmos isso’’, disse Fernanda Fabrícia Fernandes, que faz o terceiro ano do magistério e é candidata a presidente pela União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umefi).

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