Estudantes atendem em hospital da Zona Norte
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Pacientes do Hospital Anísio Figueiredo (Zona Norte) estão sendo atendidos por alunos do 5º ano de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), através do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET Saúde), desenvolvido pelo Ministério da Saúde (MS). Iniciado no dia 3 de abril em Londrina, o programa envolve todos os cursos da área da saúde, incluindo Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Odontologia. A previsão é de três anos de duração, mas o objetivo é dar continuidade ao trabalho, inclusive ampliando o atendimento.
Para a coordenadora do colegiado de Medicina da UEL, Evelin Ogatta Muraguchi, o programa serve como um estímulo do Ministério da Saúde dentro da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). ''A intenção é colocar profissionais em postos de saúde e hospitais secundários para que eles conheçam a realidade com que vão trabalhar. Com isso, estaremos colaborando com o atendimento dos pacientes e com a formação desses alunos''.
Até agora o estágio feito por alunos do curso de Medicina da UEL se restringia ao trabalho no Hospital Universitário (HU), onde são atendidos os casos graves. ''A partir do programa, os alunos estarão atendendo os casos menos graves e mais comuns nos hospitais'', afirma Evelin.
O programa fornece uma bolsa auxílio de R$ 300 mensais para os estudantes e de R$ 1 mil para os preceptores, profissionais da rede de saúde que orientam os estudantes durante o período de permanência nos hospital. ''É um estímulo para que os alunos aprendam e façam pesquisas científicas dentro da rede do SUS''. Em Londrina, além do Hospital Anísio Figueiredo, o trabalho também está sendo feito nas Unidades Básicas de Saúde do Jardim Leonor e do Jardim Itapoan.
Nesses locais, 28 alunos do 6º período de Medicina já estagiam há seis meses. Segundo Evelin, eles fazem o acompanhamento do trabalho dos médicos da unidades, visitas domicilares e posteriormente poderão ser inseridos no Programa da Família. O atendimento em UBSs também é feito nas cidades de Cambé e Ibiporã. ''O programa é uma etapa do caminho. Queremos formar um profissional melhor e se for possível, ampliá-lo na medida do possível''.
No Hospital Anísio Figueiredo, 80 alunos de Medicina se dividem em pequenos grupos (de quatro ou cinco estudantes) que durante três semanas frequentam a enfermaria clínica médica, onde estão internados 15 pacientes. Eles atendem num total de 40 horas semanais, acompanhando o atendimento feito pelo médico, passando as visitas, discutindo os casos e prescrevendo medicamentos.
Para a diretora geral do hospital, Andreza Daher Delfino Sentoni, o curso ajuda no melhor atendimento aos pacientes e cria a oportunidade para que os estudantes coloquem em prática o que aprenderam nos bancos escolares. ''O hospital passa a ser um campo do internato do curso de Medicina. O trabalho é extremamente importante para o hospital, para os pacientes e para os alunos. É também um estímulo para os profissionais da casa, que podem aprimorar conhecimentos técnicos''.


