Estudantes aprovam calendário de protesto
Estudantes das escolas públicas do Paraná vão realizar manifestações em todas as cidades-sede das cinco universidades e das 11 faculdades estaduais. E, na próxima quinta-feira, será o Dia do Protesto contra o projeto de autonomia universitária proposto pelo governo do Estado.
As manifestações de protesto foram aprovadas em uma reunião realizada sábado, em Londrina. Participaram representantes estudantis das universidades estaduais de Londrina, Maringá, Unioeste (Cascavel), Unicentro (Guarapuava) e Ponta Grossa, além das faculdades de Cornélio Procópio, Apucarana, Paranavaí e Curitiba.
Os estudantes entendem que a proposta do governo - que pretende repassar apenas a verba para a folha de pagamento, e com redução de 10% sobre os valores de novembro do ano passado, além de cortar todos os recursos para custeio e investimentos - representa o sucateamento das instituições estaduais de ensino superior e um caminho para futura privatização.
A previsão orçamentária do ano passado era de R$ 395 milhões, mas o governo repassou apenas cerca de R$ 240 milhões. Para este ano, a previsão é de R$ 240 milhões. Se for mantido o índice de corte de 40%, as universidades e escolas isoladas vão receber apenas R$ 144 milhões, detalha o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Joel Benin, estudante de Economia na Universidade Positivo, de Curitiba. Estudantes de Cornélio Procópio, Londrina, Campo Mourão, e da Unioeste em Marechal Cândido Rondon, Cascavel, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão já reclamam da falta de professores. Imagine se houver mais corte de verbas.
Para os estudantes, o projeto de autonomia universitária deveria ampliar os investimentos do Estado para garantir a manutenção das escolas, a contratação e qualificação dos professores e a melhoria da pesquisa e da extensão à comunidade. O Paraná necessita de aumento das vagas oferecidas, da garantia de melhor qualidade do ensino e da gratuidade, completa o presidente da UPE.
A reunião de Londrina contou ainda com a participação do vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), George Braga, estudante de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco e que cumpre o mandato em São Paulo. A proposta do governo do Paraná está em sintonia com o projeto do governo central, que é estrangular os recursos para o ensino público visando implantar a cobrança de mensalidades e dirigir as pesquisas e extensão à iniciativa privada, aponta o líder estudantil. Somente a mobilização pode impedir esta política nefasta para o ensino superior.Mario CesarLideranças estudantis são contra autonomia proposta por governoÁureo Nogueira





