Jaguapitã O Projeto Tumbalacatumba, especializado em limpar túmulos de cemitério, pretende colocar até o final do próximo mês os primeiros profissionais no mercado. Em Jaguapitã, pouca gente se dispõe a fazer o serviço. Diante dessa escassez, a coordenação do projeto espera suprir a lacuna com a inclusão de alunos habilitados a executar a tarefa. ''No começo, depois de conquistar os primeiros clientes, vamos continuar na supervisão. Mas nossa intenção é deixar alguns alunos tomando conta do negócio por conta própria'', explicou o professor da Apae de Jaguapitã, André Ricardo Marcelino.
A intenção é cobrar R$ 10,00 mensais por cada túmulo cuidado. O pacote inclui uma faxinal geral e algumas sessões de manutenção durante o mês. Na Apae, os alunos aprenderam a comprar materiais de limpeza e cuidar do próprio dinheiro. O projeto inclui somente pessoas com grau moderado de deficiência mental. ''Procuramos selecionar alunos com potencial para aprender e tocar o negócio sozinho''. explicou.
O professor não acredita que a deficiência dos integrantes do Tumbalacatumba venha atrapalhar a captação de clientes. O preconceito, segundo ele, se dilui em razão do tipo de trabalho que o projeto oferece. ''Não é todo mundo que lava túmulos. Por isso mesmo, acho que não vamos enfrentar esse problema'', ponderou. ''
Marcelino também admitiu que, logo no início, teve que administar pequenas confusões na equipe. ''Eles se dispersam muito, perdem a concentração e acabam de desentendendo. Mas é normal. Se pensar que tudo isso é obstáculo, a gente não faz nada''. (G.G)

mockup