Estudantes acionam buffet por calote
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terça-feira, 04 de janeiro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina, denunciam que foram vítimas da empresa D'Lucas Buffet, contratada para organizar a festa de formatura no dia 18 de dezembro. A exemplo dos estudantes do Colégio Estadual Willie Davis (caso publicado pela Folha no dia 26 de dezembro), eles reclamam que não tiveram o contrato com a empresa cumprido na íntegra. O grupo já contratou advogado e acionou o Procon para reivindicar ressarcimento.
O principal problema apontado pela comissão de formatura foi a falta de lugares e comida para todos os convidados. Segundo o funcionário da escola, Ricardo Pereira dos Santos, 26 anos, o combinado era a colocação de 126 mesas com oito lugares cada. Na hora da festa, os formandos constataram que havia somente 100 mesas, com quatro ou cinco cadeiras cada. O pagamento da festa, de R$ 13.320.00, havia sido feito com antecedência. Os estudantes pagaram mensalidade de R$ 10,00 durante todo o ano para bancar a festividade.
''Quando cheguei antes da festa, por volta das 18h30, liguei para o responsável pela empresa, que negou que tivesse combinado aquela quantidade de lugares'', revelou a tesoureira da comissão de formatura, Maíra Eiko Sato, 17. ''Tinha pessoas em pé a noite inteira. Precisei sair para locar pratos e talheres para a festa'', queixou-se Santos. Outra reclamação foi o descumprimento do cardápio combinado. ''O responsável só chegou às 20h30, com a comida fria e a bebida quente'', relatou Thalita Cristine Dias de Almeida, também tesoureira da comissão.
A reportagem tentou entrar em contato com o proprietário do buffet, José Claudinei Lucas, mas os telefones da firma estão desativados. O celular de Lucas também não atendeu.
O coordenador do Procon, Gérson da Silva, disse que o buffet, neste caso, pode ter cometido crime de prestação de serviço com deficiência. A multa pode variar de R$ 202,00 a R$ 3 milhões. Lucas também não foi localizado pelo Procon. ''Como já houve outro caso envolvendo a empresa, a gravidade deve ser maior.''


