Estudantes acham as provas fáceis
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quinta-feira, 06 de novembro de 1997
Elisa Marilia Carneiro 
Curitiba
Caiu mais interpretação de texto. Achei que os temas foram bastantes atuais e, para quem lê jornais, não tinha novidades. Lucilda de Oliveira, 19 anosOs estudantes que fizeram provas de avaliação da Secretaria de Estado da Educação, ontem em Curitiba, acharam fácil o teste. Quase 360 mil alunos de quartas e oitavas séries do primeiro grau e de terceiras séries do segundo grau foram avaliados. A participação é obrigatória para os alunos das 1.761 escolas estaduais. O programa teve a adesão voluntária de 1.620 escolas municipais, 41 particulares e do Cefet.
Os alunos da oitava série do primeiro grau resolveram provas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. Cada aluno se submeteu ao teste de apenas uma das disciplinas.
Para Lucilda de Oliveira, de 19 anos, da Escola Estadual Xavier da Silva, a prova de Português estava fácil. Caiu mais interpretação de texto. Achei que os temas abordados foram bastantes atuais e para quem lê jornais não tinha novidades, disse.
Estimula tanto a escola quanto os professores e os alunos, e a cada ano vai ficando mais organizado. William Pessoa, 16 anos
Os alunos responderam 30 questões de múltipla escolha e tiveram que elaborar uma redação baseados num texto do jornalista Gilberto Dimenstein intitulado Catástrofe Silênciosa, que aborda o problema das crianças abandonadas.
Sheila Martinez, de 16 anos, disse que esperava mais gramática do que interpretação. Também achei fácil e espero que avalie também os professores, porque a gente não tem muito estímulo para estudar. Depende de cada um.
Sempre estudando em escolas públicas, William Pessoa, de 16 anos, fez prova de Matemática. Acho que avaliou pouco, podia ter exigido bem mais. De qualquer forma, o ensino público ainda tem muito o que melhorar. Esta é a segunda vez que William participa de uma avaliação da secretaria e sugere que as provas sejam faitas todos os anos. Estimula tanto a escola quanto os professores e os alunos, e a cada ano vai ficando mais organizado, argumenta.
Achei fácil e espero que avaliem também os professores, porque a gente não tem muito estímulo para estudar, Sheila Martinez, 16 anos
Ciências foi o que caiu para Everton Soares da Silva, de 15 anos, resolver. Só caiu matéria da sétima série (seres vivos e corpo humano). Na oitava série a gente tem Química e Física. Mas o que a gente aprendeu, lembrou e a prova foi fácil. Ele respondeu a prova em 45 minutos e achou todo o sistema bem organizado. Acho que estimula todos da escola, porque se a gente se sair mal, a direção vai ficar envergonhada e procurar melhorar.
No Cefet, a avaliação foi realizada pelo Ministério da Educação (MEC). Os alunos da terceira série dos cursos profissionalizantes resolveram provas de Língua Portuguesa e de Matemática. No total 540 alunos participaram da avaliação.
A estudante Anamaria Bavaresco, de 19 anos, mesmo cursando a sétima série fez questão de fazer a prova. Eu pedi para fazer a prova só mesmo para participar, disse. Ela resolveu a prova de Matemática, 30 questões de múltipla escolha e achou bem fácil.
Para Paulo Marcelo Pereira Silva, de 18 anos, o nível da prova de Português foi muito bom. Acho que avaliou mais o aluno do que a escola. As questões foram divididas nas matérias de todas as séries e o que a gente aprendeu, conseguiu responder.
A coordenadora do Grupo de Avaliação Central da secretaria, Arilete Regina Cytrynski, garantiu que não houve imprevistos na realização das provas. O resultado com a análise de conteúdos deve ser divulgado no dia 9 de janeiro.


