Estudante vai apresentar projeto nos EUA
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quarta-feira, 29 de março de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Um experimento para testar o aproveitamento de diferentes tipos de resíduos agroindustriais na produção de uma espécie de cogumelo comestível. O que poderia ser apenas um trabalho escolar transformou-se no passaporte do estudante Rodrigo Franco Ferreira, 15 anos, para o mundo da ciência. E o resultado foram prêmios importantes e a oportunidade de apresentar a pesquisa numa feira nos Estados Unidos.
Em maio, aluno vai expor o projeto ''O Cultivo de Pleurotus ostreatus a partir de biossólidos agroindustriais'' na Feira Internacional de Ciências e Engenharia em Indianápolis, nos EUA. A vaga foi obtida após obter premiação na 4 Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), promovida de 21 a 26 de março pelo Laboratório de Ciências Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
No evento, Ferreira conquistou quatro prêmios: Rigor Científico (1 º lugar), Destaque em Ciências Biológicas (2 º lugar), Mostratec (que garante participação na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia em Novo Hamburgo (RS)), e Intel Isef (que dá direito a participar da feira nos Estados Unidos).
Outras conquistas foram o Prêmio Jovem Talento, da Unopar, e o Cientistas do Amanhã, concedido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em evento no ano passado em Fortaleza. Ele também ganhou uma viagem para conhecer os laboratórios da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, ainda este semestre.
Na pesquisa, o estudante usou resíduos como sabugo de milho e cascas de laranja e de arroz para criar o melhor meio para o desenvolvimento do cogumelo. ''A conclusão é que a casca de arroz e o sabugo são os melhores substratos para a produção. O método é uma forma de reaproveitar os resíduos e ainda pode facilitar a produção do cogumelo para pequenos produtores rurais'', esclarece Rodrigo Ferreira.
O trabalho foi orientado pela professora de iniciação científica do colégio particular onde Ferreira estuda, Marisa Fonseca Garcia. Teve apoio da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que cedeu laboratórios, equipamentos e orientação da professora Luzia Pacolla.


