Estudante que não passou na prévia obtém vaga em Estilismo
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quarta-feira, 05 de fevereiro de 1997
Da Redação 
A estudante Denise de Queiroz Tannous, 18 anos, de Londrina, tem um motivo a mais para comemorar a aprovação no vestibular de verão da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no curso de Estilismo em Moda. Ela prestou o concurso, mesmo tendo sido reprovada na prova de habilidade específica, graças a uma liminar que conseguiu na Justiça.
Deu vontade de pular e de sair correndo, confessa a estudante. Denise Tannous diz que estava ansiosa e ficou sabendo do resultado através de amigos, que foram até o campus universitário pegar a lista dos aprovados. Preferi ficar em casa, revela.
Denise Tannous conta que não tinha certeza se seria aprovada, já que havia corrigido apenas algumas provas. Agora vou fazer o curso que gosto e quero mesmo, diz, aliviada. A estudante informa que pretende comemorar e descansar bastante até o início das aulas.
O pai da estudante ingressou com um mandado de segurança na Justiça em dezembro do ano passado, por entender que a prova de habilidade específica deveria ser classificatória e não eliminatória. Denise Tannous havia feito a prova em outubro e o resultado saiu em novembro. O juiz da 10ª Vara Cível, Mário Nini Azzolini, concedeu liminar dando à estudante a chance de prestar vestibular.
A assessoria jurídica da UEL recorreu da decisão, ingressando com um recurso (agravo de instrumento) junto ao Tribunal de Justiça do Estado, no dia 9 deste mês. Alguns dias depois, quando o vestibular estava sendo realizado, o TJ negou o pedido e manteve a liminar. Se o Tribunal derrubasse a liminar, a estudante prestaria o concurso para Administração de Empresas, sua segunda opção.
O mandado de segurança ainda será julgado, mas a estudante espera que a sentença seja favorável a ela. Denise Tannous acredita que a liminar conseguida na Justiça mostra que a prova de habilidade específica deveria ser modificada, deixando de ser eliminatória.
(Lucília Okamura)


