Estudante nega ter furado sinal ao atropelar bebê
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de dezembro de 1997
Mônica Kaseker 
Curitiba
Em seu depoimento à polícia, o estudante Guilherme Pedroso negou que tivesse furado o sinal em alta velocidade ao atropelar o bebê Lucas de Jesus Medeiros no último dia 25. O depoimento aconteceu em sigilo na segunda-feira à tarde, embora a 1ª Delegacia de Acidentes de Trânsito tenha informado no final da mesma tarde que o estudante só falaria no dia seguinte. Segundo o delegado Mário Jorge Souza, o depoimento de Guilherme contradiz as informações prestadas por todas as testemunhas ouvidas até agora. O advogado do estudante, Júlio Militão da Silva, cancelou a entrevista coletiva marcada para ontem, alegando ter que atender um outro caso de urgência.
Além dos pais do bebê, duas testemunhas já foram ouvidas. Uma amiga do casal e o radialista Djalma Ched de Oliveira disseram que Guilherme furou o sinal, numa velocidade de aproximadamente 100 km/h. Mas segundo o delegado Mário Jorge Souza, não há indícios de que tenha ocorrido omissão de socorro. Ele disse que a mãe do bebê, Zenaide de Jesus Padilha, confirmou ter entrado com Lucas dentro do carro do pai de Guilherme, mas foi convencida a esperar pela ambulância do Siate. O depoimento de outras cinco testemunhas só deve acontecer na semana que vem, depois do feriado de Ano Novo, assim como a entrega do resultado do exame de dosagem alcoólica feito no Instituto Médico Legal (IML), a pedido do próprio advogado de defesa.
A entrevista coletiva de Guilherme Pedroso estava marcada para ontem de manhã, mas foi adiada sem nova data prevista. A assessoria do advogado Júlio Militão da Silva informou que ele precisou atender com urgência um outro cliente. O advogado foi procurado pela Folha mas não retornou as ligações.


