Estudante morre ao despencar de 100 metros com ultraleve
Dimitri do Valle
De Curitiba
O estudante Osmar Cerucci Júnior, 17 anos, morreu na noite de terça-feira ao cair com o ultraleve que pilotava em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. As causas do acidente são desconhecidas. Osmar sofreu morte instantânea. No momento em que a aeronave iniciou a queda, ele estava a pelo menos 100 metros de altura.
O acidente aconteceu no Jardim Isaura por volta das 19 horas. A região abriga um condomínio com três clubes de ultraleves. A Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Aeronáutica não tinham informações sobre a tragédia. A Folha apurou que o estudante voava com a aeronave, de sua propriedade, a cerca de 40 minutos. Uma testemunha teria visto o rapaz realizar uma manobra para pousar o ultraleve depois de uma suposta falha do motor.
A aeronave caiu entre as pistas do Ultraleve Clube e do Delta Clube. Osmar era associado do Graciosa Clube. O piloto Luiz Antônio Panceri, integrante do Ultraleve Clube, relatou à Folha que Osmar deveria estar voando a pelo menos oito meses na região. O aparelho do adolescente foi importado dos Estados Unidos.
A autorização para pilotar um ultraleve só é dada para maiores de 18 anos. Panceri diz que esta norma do Departamento de Aviação Civil (DAC) não impede que um menor de idade tenha aulas sob a supervisão de um instrutor. Para receber a carteira de piloto desportivo, o aluno deve fazer aulas práticas. É obrigatório ter um mínimo de aulas de vôo para receber a carteira, informa o piloto, que tem 33 anos de profissão.
Panceri diz que os alunos também fazem aulas pilotando sozinhos. Para você adquirir confiança, tem que sair sozinho, revela. No caso do estudante Osmar Cerrucci, a reportagem não conseguiu confirmar se ele estava em aula para tirar a carteira. O ultraleve é considerado uma aeronave experimental. Panceri destaca que não existe o comprometimento de uma autoridade aeronáutica para garantir a sua segurança. As investigações nestes casos, segundo ele, são conduzidas pela própria Polícia Civil.
A responsabilidade ficaria com o dono do aparelho, que é encontrado no mercado em preços que variam de US$ 5 mil a US$ 60 mil. A potência dos motores pode oscilar entre 40 cavalos a 60 cavalos de força. A velocidade máxima atinge 80 quilômetros por hora. Os principais fabricantes destas máquinas no mundo são os norte-americanos.





