Depois de mais de dois anos, a Polícia Militar voltou a registrar um caso de estudante armado dentro de sala de aula em escola de Maringá. A denúncia foi feita pela diretoria do Colégio Estadual Duque de Caxias (1º e 2º graus) na noite de segunda-feira à PM, que deteve em flagrante o aluno do 1º ano do 2º grau Eliandro Mayer, de 20 anos.
Ele estava de posse de um revólver calibre 32 marca Taurus, oxidado, com coronha de borracha e número de série lixado. A arma foi apreendida e Mayer liberado após pagar fiança de R$ 130,00. Segundo a diretora do colégio Safira Alves Feitosa, ele é um dos melhores alunos da escola, trabalha como pintor (o pai é pedreiro), é calmo e pretende cursar a universidade no próximo ano. ‘‘Nós levamos um susto quando um outro aluno veio nos dizer que havia uma arma dentro de uma mochila. Foi no intervalo. Esperamos tocar o sinal e flagramos o Eliandro com a mochila. Ele é um menino bom e se ele se armou é porque alguma coisa grave estava acontecendo’’, disse ela.
À polícia Mayer disse que se envolveu numa briga no último final de semana em boate da cidade e que foi ameaçado de morte por uma gangue. Com medo de ser surpreendido (ele estuda à noite e mora próximo ao colégio, no bairro Jardim Alvorada), comprou a arma de um desconhecido.
Segundo a professora Safira, é a primeira vez que um aluno entra armado no colégio. ‘‘Aqui não temos problemas com drogas ou brigas. Só coisa de namorados, mas isso resolvemos aqui mesmo. O bairro é bom, tranquilo e bem iluminado’’, garantiu ela. O colégio tem 2.175 alunos.
Tiro no queixo No mesmo dia, já perto das 24 horas, a PM atendeu outro caso de jovem armado em frente a um dos maiores colégios da cidade, o Gastão Vidigal, que tem 3.500 alunos. O ex-aluno Renato Frasson, 22 anos, que mora num prédio em frente ao colégio (as aulas já haviam terminado), estava conversando com amigos quando um deles, o desempregado Igor Henrique Paiva, 18 anos, pegou do seu carro um revólver calibre 38 marca Taurus. Segundo disse à polícia, a arma disparou quando ele a mostrava aos amigos. Frasson recebeu o tiro no queixo e foi encaminhado ao Hospital Universitário.
De lá, foi transferido para a Santa Casa, onde foi operado na tarde de ontem. Paiva disse não saber como a arma foi parar no banco de seu carro. O número de registro do revólver estava riscado. Paiva pagou fiança de R$ 130,00 e foi liberado.

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