Estudante é baleada na saída de banco
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sábado, 21 de janeiro de 2006
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Em Londrina, até mesmo fazer serviços bancários já se tornou uma tarefa de risco. Ontem, em pleno horário de almoço, a estudante Milina Caldani, 22 anos, foi baleada no tórax quando saía da agência do Banco do Brasil da Avenida Higienópolis (área central). Os dois autores do crime ocupavam uma motocicleta e conseguiram fugir.
O medo coletivo encontra ressonância nos dados do 5º Batalhão da Polícia Militar, que indicaram um aumento dos casos de furtos e roubos em 2005 em comparação com o ano anterior (veja infográfico nesta página). A atual chefia da 10 Subdivisão Policial (10 SDP) trata o assunto como prioridade mas encontra dificuldades para reforçar as equipes que atuam na investigação desse tipo de crime.
O pai da estudante, o engenheiro agrônomo Luiz Antônio Caldani, relatou que havia acabado de sair com a filha do banco, onde fizeram um depósito, em direção ao veículo da família. Tinham dado alguns passos quando, na esquina da Avenida Higienópolis com a Rua Goiás, foram abordados por dois rapazes em uma motocicleta. O garupa, segundo o pai, teria anunciado o assalto e pedido dinheiro. Quando Milina fez um movimento para pegar uma carteira na bolsa, o garupa da moto sacou uma arma e disparou.
O tiro atingiu o lado esquerdo do peito da estudante. Ela foi socorrida pelo Siate e levada para a Santa Casa. A assessoria do hospital informou que a jovem estudante de Direito teve muita sorte porque o projétil desviou-se para o braço e não atingiu nenhum órgão vital. Por precaução, ela permaneceu em observação. Milina estagiava no Fórum com o promotor Sérgio Siqueira, que na tarde de ontem se reuniu com o delegado-chefe da 10 SDP, Sérgio Luiz Barroso.
Após o disparo, os assaltantes fugiram rapidamente. Condutores que esperavam a abertura dos semáforos presenciaram o crime e conseguiram anotar a numeração da placa da motocicleta e as características físicas dos dois suspeitos. O delegado-chefe revelou que a placa estava sendo checada na tentativa de se chegar aos autores do crime.
Questionado sobre o aumento do número de furtos e roubos em Londrina, segundo dados da PM, Barroso garantiu: ''Esses crimes são uma prioridade e vamos reforçar a equipe para combater os furtos em residências, roubos a transeuntes, os sequestros-relâmpago, entre outros''.
A dificuldade, no entanto, é de pessoal por causa da ''Operação Verão'', que provocou a transferência de policiais civis para o Litoral, e porque diversos investigadores estão em período de férias. ''Estamos trabalhando para tentar trazer investigadores de outras cidades e esperando o retorno de férias para remanejar os policiais que tenham mais o perfil para atuarem no setor'', completou o delegado-chefe.
Procurado pela Folha, a assessoria do secretario estadual de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou que não há previsão para realização de concurso público para policiais civis neste ano e que as chefias de divisão têm autonomia para reforçar suas equipes conforme as necessidades. O reforço do efetivo em Londrina só deve ocorrer mesmo na Polícia Militar. Mas, ainda assim, somente para o final do ano, quando mil novos soldados aprovados em concurso público forem liberados para o trabalho de rua.


