Um engano teria levado à morte o estudante Claudeir Machado dos Santos, 15 anos, assassinado com quatro tiros anteontem à noite, no Residencial do Café (Zona Norte de Londrina). Segundo a família de Claudeir, ele teria trocado de bicicleta com um amigo minutos antes do crime. Segundo a família, este outro garoto seria o real alvo dos assassinos. Ainda ontem, dois suspeitos foram detidos, um deles menor. Este crime é o 11º do gênero registrado na cidade deste o início do ano.
O pai da vítima, Sebastião Correa dos Santos, 50, contou que o filho estava cursando o Ensino Médio e que há cerca de um mês trabalhava em uma bicicletaria na Avenida Saul Elkind. A família reside no Jardim Paracatu, bem próxima ao local do homicídio. ''Moramos aqui há sete anos e nunca soube que meu filho tivesse inimigos. Era um menino muito querido, você pode ver que a casa está cheia de gente'', afirmou o pai durante o velório do adolescente, na manhã de ontem. ''Acredito que ele tenha morrido por engano, por estar com a bicicleta de outro menino. Mas não tenho idéia de quem tenha cometido o crime'', observou.
O delegado de plantão da 10 Subdvisão Policial (SDP) Jayme de Souza Filho, apurou que um amigo de Claudeir estaria jurado de morte por ter ofendido e feito ameaças à mãe de um outro rapaz, morador na mesma região. Ao trocar sua bicicleta branca com a do amigo, de cor rosa, Claudeir teria sido confundido pelos assassinos. Por volta das 20 horas de anteontem, quando trafegava com a bicicleta pela Rua Café Arábica, na altura do número 1007, ele foi encurralado por dois rapazes em uma motocicleta e levou quatro tiros três no tórax e um na cabeça.
''É uma total banalização. Além de matar uma pessoa sem nem saber se era ela que estavam procurando, os autores cometeram o crime por motivo fútil'', avaliou o investigador Cláudio Tadeu Nogueira, que participou da operação que culminou na prisão de quatro envolvidos no homicídio. Dois deles são irmãos, um de 25 anos e, o outro, adolescente. O menor teria efetuado os disparos, enquanto o irmão dirigia a motocicleta. Outras duas menores os ajudaram a esconder a arma do crime, um velho revólver calibre 32, segundo Nogueira.

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