O sucesso da criação da moda adaptada para pessoas com paralisia cerebral motivou as irmãs Andréia e Ângela Jesuíno a investirem nesse nicho de mercado. ''Quando a gente entra na faculdade de Moda a gente só pensa em fazer pela questão estética e acaba se focando somente em peças para passarela e vitrine. Entretanto, percebemos que podemos aplicar o conhecimento que adquirimos e em prol de outras pessoas, como quem tem paralisia cerebral, Síndrome de Down ou é cadeirante. Além disso, é um nicho de mercado que ainda não foi explorado'', afirma a designer de modas Ângela Jesuíno.
Ela revela que juntamente com a irmã pretende lançar uma grife de roupas adaptadas para pessoas com deficiência. ''Estou fazendo um curso de especialização em Modelagem em Curitiba. Vamos continuar nossas pesquisas para criar roupas com ergonomia adequada para atender esse público'', ressalta Ângela.
Inspiração
O universitário Kauan Novack, que faz o curso de Design em Moda da Universidade Positivo, de Curitiba, também está focado no mercado de moda inclusiva. Cursando o terceiro ano, ele desenvolveu no ano passado um projeto de moda adpatada para deficientes. As peças que deram origem a seis looks foram apresentadas na Semana de Moda de Curitiba com grande sucesso.
''Criamos saias, vestidos, bermudas e outras peças utilizando alcochoados para minimizar as lesões nos pontos de tensão que os portadores de paralisia cerebral e de Síndrome de Down têm pelo corpo. O desfile da coleção foi o mais concorrido do evento e recebemos diversos elogios'', diz o universitário.
Patrocinado pela Universidade Positivo, Novack agora busca inspiração para criar o uniforme de um time de handebol composto por atletas cadeirantes. ''Ainda estou na fase de pesquisas, mas vejo que esse é um mercado esquecido pela indústria, mas que tem interesse em consumir moda. Estima-se que existam cerca de 17 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, mas as indústrias de moda ainda não se deram conta desse nicho de mercado'', diz Kauan. (M.R.)

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