Da Redação
Um jogo de tabuleiro que dá ao participante a possibilidade de realizar infinitas jogadas. Assim é o ‘‘Gênese’’, criado por Fábio Mafra, 24 anos, estudante do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo ele, a idéia de criar um novo jogo surgiu pela demora que existe para concluir uma partida de xadrez. ‘‘Queria fazer um jogo mais rápido, com mais situações de estratégia’’, explicou.
O Gênese começou a ser criado há um ano e meio. Para aumentar as situações de jogadas, Mafra aumentou o tabuleiro de 64 para 81 casas – o que daria, segundo cálculos de probabilidade, dois setilhões de lances diferentes. Já as peças foram baseadas nos quatro elementos da terra: a ‘‘Taça’’, que representa a água; o ‘‘Facho’’ (fogo); o ‘‘Condor’’ (vento); e o ‘‘Vagão’’ (terra). Além deles, também está representado no jogo o homem, por meio da peça ‘‘Ser’’, e a sabedoria, com a ‘‘Torᒒ.
O estudante informa que a dificuldade para apreender o jogo, com todas as situações e movimento de cada peça, é a mesma do xadrex. ‘‘Mas, depois que aprende, é mais gostoso porque o jogo é rápido. Tem partida que pode durar menos de um minuto’’, explica. Ele garante que um amigo e até um professor dele já conheceram – e aprovaram – o Gênese.
Além do jogo, Fábio Mafra afirma que está escrevendo um livro com todas as regras e dicas para o praticante. Também já patenteou o invento e espera agora que alguma empresa se interesse em fabricá-lo e comercializá-lo. Além disso, um novo protótipo do Gênese também está sendo concluído e será doado para a UEL.
Sobre críticas que eventualmente possa receber de pessoas que defendem a tradição do xadrez – criado há cerca de dois mil anos –, Mafra acredita que não haverá polêmica. ‘‘Se tem uma pessoa que joga xadrez e gosta de dinamismo, vai mudar (para o Gênese) direto. Mas é bom destacar que é um jogo bem diferente do xadrez’’, assegura.

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