Estruturas foram demolidas
Dos seis postos de combustíveis desativados em 2011 com o fim do convênio da Prefeitura de Londrina com a Petrobras, apenas o que ficava em frente ao Aeroporto Governador José Richa (zona leste) ganhou outra destinação. O espaço foi incorporado em 2012 pela Infraero e serviu para ampliar o estacionamento do aeroporto, que passou a oferecer 400 vagas - contra as 197 vagas que existiam antes da reforma.
No terreno onde ficava o posto de combustíveis da Avenida Dez de Dezembro, próximo do 4º Distrito Policial (zona sul), toda a estrutura foi removida, inclusive o pavimento de concreto. O local recebeu grama e foi feito um trabalho de plantio de 35 árvores no local. A esteticista Cecília Izabel dos Santos, moradora das imediações, relatou que a melhora foi significativa. "Com o plantio de árvores, o movimento de carros diminuiu cerca de 70%", destaca. Muitos deles utilizavam o local para acessar a Vila Brasil. "Ainda tem muitas motocicletas e alguns carros insistem em passar por aqui. O problema é que eles acabam danificando o gramado e, em dias de chuva, a água fica empoçada e o local fica propício para formar criadouros de mosquito Aedes aegypti."
No antigo posto de combustíveis da zona norte, ao lado do Estádio do Café, a estrutura também foi demolida. Para Franciele Gonçalves, que trabalha em uma tapeçaria em frente, houve uma diminuição dos moradores em situação de rua que frequentam o espaço. Ela admite que usava o espaço como estacionamento, antes da demolição. "Nesse aspecto demolir foi ruim para a gente", argumenta.
Já na Avenida Leste-Oeste, nas proximidades do Terminal da Zona Oeste, o espaço continua sendo utilizado como estacionamento, já que o pavimento de concreto do antigo posto de combustíveis permanece no local. O lavador de carro Tiago Bonifácio relata que o local também é usado como ponto de descarte de entulhos e também é frequentado por moradores em situação de rua. "Até alguns dias atrás tinha uma tubulação de concreto que eles usavam como abrigo, mas foi retirada. Mesmo assim, ainda há muitos que ficam ali", aponta.
A moradora Dina Galvão diz sentir falta do posto de combustíveis na Leste-Oeste, próximo da Avenida Rio Branco. "As mulheres que faziam caminhada por ali se refugiavam no posto quando percebiam a presença de pessoas suspeitas. Depois da demolição diminuiu o número de moradores de rua, mas a prefeitura não fez nada com o espaço", critica. (V.O.)





