Estrutura tem 80% de ociosidade
Ativo, mas com apenas 20% de ocupação, o Hospital e Maternidade de Ribeirão do Pinhal está com os ''batimentos enfraquecidos'', mas com a esperança de que o quadro vital se reverta. Definindo como uma situação insustentável e dramática, o diretor-executivo da instituição, Rogê Costa, comenta que está sendo feita uma avaliação da viabilidade ou fechamento da unidade. A previsão é que o estudo saia em 90 dias.
Segundo o diretor, que veio de Curitiba especialmente para a realização do estudo, ao longo dos últimos dez anos a situação foi piorando. ''Um dos motivos que levou ao esvaziamento do hospital foi a retirada dos procedimentos de alta e média complexidade em decorrência da política do Ministério da Saúde em regionalizar esses atendimentos. Com isso, o município realiza apenas procedimentos como obstetrícia, cesária e internações clínicas'', destaca.
Para mudar o quadro de 80% de ociosidade do hospital, que possui 63 leitos, Costa acredita que a primeira medida é a complementação dos valores para os serviços de urgência e emergência. ''O SUS nos repassa R$ 2,2 mil por mês, quando o gasto real não sai por menos de R$ 15 mil - 95% dos atendimentos que são feitos são provenientes do SUS. Quem tem custeado o deficit mensal durante todos esses anos é a Província (Congregação das irmãs de São Vicente de Paulo, da Província de Curitiba, mantenedora da unidade).''
Além dos gastos do pronto-socorro, o número de internações extrapola o teto. Segundo o diretor, o SUS repassa R$ 25 mil para 74 Autorizações de Internação Hospitalar (AIH's), quando são realizados cerca de 90 internações ao mês.
''Estamos estudando qual a melhor medida para o hospital não fechar, até mesmo com outros secretários de saúde da região para firmarmos convênios entre os municípios'', garante a secretária de Saúde de Ribeirão do Pinhal, Evanir Pereira.
Sobre a complementação de recursos que o município poderia fazer no hospital, ele não descarta essa possibilidade. ''Temos muitas despesas no transporte de pacientes para Curitiba. Esse dinheiro pode ser revertido para cá, caso o hospital se torne um centro regionalizado.'' Mas Ribeirão do Pinhal também encontra dificuldades para a contratação de médicos. ''Das quatro vagas oferecidas no último concurso, apenas dois assumiram.''(M.T.)





