Desgastada pelos 40 anos de existência, a estrutura do HU apresenta rachaduras, infiltrações e problemas na instalação hidráulica. Como o hospital é referência para a região, e atende até pessoas de outros Estados, os pacientes superlotam enfermarias e, em dias de maior movimento, ocupam macas nos corredores próximos ao sempre movimentado pronto-socorro.
‘‘Somos um hospital de especialidades funcionando em uma estrutura antiga, que já não atende sequer à legislação prevista para o funcionamento de uma instituição deste porte’’, analisa o diretor-superintendente. Para se ter uma idéia do transtorno causado pela falta de uma reforma, um paciente leva pelo menos seis minutos para ser transportado do pronto socorro ao Centro Cirúrgico. A distância entre as duas alas é de 230 metros. A reforma prevê um elevador para resolver este problema.
O projeto apresentado ao Governo Estadual sugere obras em duas etapas. A primeira prevê 18 meses e 25 mil metros quadrados de área construída, onde funcionariam o novo pronto-socorro, setor de internação, atendimento a portadores de Aids, quimioterapia, fisioterapia e endoscopia. Numa segunda etapa, seria reformado o restante do hospital, 10 mil metros quadrados.
O diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Pedro Gordan, explica que outra preocupação é quanto ao aprimoramento da biblioteca do HU. ‘‘Pretendemos implantar um entreposto de informação’’, afirma. A biblioteca está desatualizada e não atende satisfatoriamente os estudantes e professores. Os recursos previstos no orçamento deste ano são de R$ 300 mil para investimento na biblioteca do CCS. O projeto do entreposto de informação prevê investimentos de mais de R$ 1 milhão.
(Pedro Livoratti)

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