Para a chefe da Central de Transplantes da Região Norte, Ogle Beatriz Bacchi, o desafio da Unidade de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital Universitário deve ser em direção à viabilização da estrutura necessária para a realização de transplantes alogênicos - aqueles feitos a partir de doadores de medula. "Os 100 transplantes (realizados nos seis anos de funcionamento da TMO) podem significar a completude de um ciclo. É hora de transcender e abrirmos as portas para a realização dos transplantes alogênicos", afirmou.
O avanço, no entanto, ainda não será possível, segundo a superintendente do HU, Elizabeth Ursi. Além de recursos humanos, o hospital precisaria de uma nova estrutura física. "Precisaríamos aumentar o espaço e incluir áreas que não estão prontas para atender não só os pacientes, mas também os seus familiares", destacou.
"Ainda precisamos de uma estrutura física de retaguarda para internação de pacientes e estrutura de laboratório para a realização de alguns exames específicos, além de recursos humanos, que temos defasagem. A nossa intenção, primeiramente, é aumentar o número de transplantes autólogos", reforçou a coordenadora da TMO, Letícia Gordan Martins.(S.S.)

mockup