Estrutura dificulta trabalho
Estrutura dificulta trabalho
ReproduçãoCartaz mostra as fotos das 14 crianças que continuam desafiando a Polícia Civil até hojeApesar do prestígio que tem proporcionado à atual gestão da Secretaria de Estado da Segurança Pública, o Sicride nada a pequenas braçadas por falta de equipamentos, efetivo e recursos. Eles vivem a pão e água e a boa vontade do delegado não basta, dispara Arlete Caramês, presidente do Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecidas. O Sicride deixa de fazer certas coisas porque não tem estrutura.
O secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, admitiu os problemas de estrutura. Admito que haja deficiência. Temos consciência que temos que instrumentar melhor o Sicride, afirmou. Segundo ele, esta é uma reclamação permanente do setor público, principalmente, na área da polícia. Não é um privilégio do Sicride, a falta de recursos, disse. Ele argumenta, no entanto, que melhorar as condições do serviço depende de um planemanto das finanças do Estado.
O delegado geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes Noronha, também reconheceu a existência de problemas e prometeu melhorar as condições do órgão. A polícia está com quadro de recursos humanos defasados, afirmou. Existe preocupação de melhorar, mas dependemos da nomeação de homens aprovados em concurso público. Segundo Noronha, a partir disso, serão designados mais policiais para reforçar o trabalho do Sicride.
Alegando questões éticas, o delegado Harry Herbert não quis comentar a estrutura do serviço, mas não negou nem confirmou que hajam problemas. Arlete, que acompanha de perto o trabalho do Sicride, não faz rodeios. Eles não têm verbas para muitas situações que precisam ser investigadas, disse.
Da mesma forma que Arlete, a advogada Carla Afonso Pedrosa acredita que o trabalho dos agentes do serviço sejam limitados pala falta de investimentos. Se eu fosse dar uma nota ao trabalho deles daria dez, pelo procedimento e em face aos poucos recursos que eles têm, afirmou. Carla defendeu Franciane Heinisch que teve a filha, Paula Heinisch Violante da Costa, 3 anos, repatriada de Portugal, num dos casos mais polêmicos resolvidos pelo serviço. No caso dela, sem a participação do Sicride não teríamos o sucesso que tivemos.





