Estrutura depredada na BR-277
Estrutura depredada na BR-277
Paulo Pegoraro
Edson MazzettoBalança da BR-277, próximo de Cascavel, foi uma das primeiras instaladas pelo DNER em todo o PaísQuem trafega pela BR-277 no município de Cascavel, verifica a 25 quilômetros da cidade, à margem da rodovia, um conjunto de edificações abandonado e depredado. O local costuma servir de abrigo para andarilhos. Há mais de uma década, ali funcionava uma sofisticada balança eletrônica de pesagem de caminhões, operada pelo DNER.
A balança foi uma das primeiras do gênero entre as instaladas pelo DNER em todo o País. Para os constantes serviços de manutenção e reparos nos equipamentos, havia a necessidade de técnicos especializados, enviados pela fabricante, a alemã Siemens. Depois de alguns anos desativados, os equipamentos de pesagem foram sendo retirados aos poucos, restando apenas as edificações deterioradas.
Os reparos não são feitos e não há serviço de vigilância. A Polícia Rodoviária Federal tem um posto a 10 quilômetros do local, mas seus carros de patrulha estacionam na balança apenas para observar o tráfego na rodovia. O que restou da estrutura é de responsabilidade da Residência 9/5 do DNER, sediada em Foz do Iguaçu. O chefe da unidade, engenheiro Vicente Veríssimo Júnior, procurado várias vezes durante a semana não foi encontrado. A informação era de que estava viajando.
Durante o período de construção da hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, no extremo oeste da BR-277, motoristas de caminhão que transportavam produtos agrícolas para o Porto de Paranaguá reclamavam que a pesagem era feita apenas em um sentido, quase sempre com multas por excesso de peso. Enquanto isso, passavam diretos e isentos caminhões que transportavam material de construção e equipamentos para Itaipu, embora suas cargas fossem ainda mais pesadas.
Na PR-182, no município de Lindoeste (50 quilômetros ao sul de Cascavel), uma balança de responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), da Secretaria dos Transportes do Paraná, está desativada desde o final do ano passado. Houve problemas com os equipamentos, mas eles foram reparados e estão sendo informatizados para que a estrutura seja operada por empresa contratada através de licitação. Motoristas sempre reclamaram das multas no local. Muitos permaneciam estacionados em pontos próximos para atravessar pelo posto à noite, quando a balança não operava.
O capitão José Carlos Augusto Pinto, comandante da Polícia Rodoviária Estadual em Cascavel, informa que em breve também devem operar duas balanças móveis do DER nos 2,1 mil quilômetros de rodovias estaduais da região. Os equipamentos já deveriam estar funcionando, mas ocorreram problemas técnicos que agora estão sendo sanados. As balanças móveis serão estacionadas em vários pontos, sobre plataformas às margens das rodovias, para a pesagem individual de cada eixo dos caminhões.





