Estrutura da rede pública necessita de ampliação
Apesar dos avanços alcançados neste setor nos últimos anos, ainda é pequeno o número de escolas que dispõem de salas, equipamentos e professores especializados para a educação e integração social das crianças e adolescentes portadores de deficiências. Londrina conta com 71 escolas estaduais de 1º e 2º graus, nas quais trabalham 3.279 professores e estudam 71.910 alunos. Destes totais, apenas 18 escolas ofertam 21 classes especiais, onde 39 professores especializados atendem 241 estudantes com deficiências.
Nas 121 escolas municipais espalhadas pela cidade, distritos e zona rural, apenas duas contam com salas especiais, atendendo atualmente 15 alunos. Outras duas possuem duas crianças com deficiências em classes comuns: uma é cega, a outra é portadora da Síndrome de Down. Entre as escolas particulares, o quadro é ainda mais incipiente. A Cidade possui 131 escolas privadas de ensino nos níveis pré, básico e médio, nas quais 1.495 professores educam 16.069 alunos. Somente uma escola - Veja matéria nesta página - conta com duas salas especiais, onde 16 portadores de deficiências estudam.
A grande maioria dos alunos deficientes - 1.084 crianças e adolescentes - é atendida mesmo pelas seis instituições filantrópicas, mantidas com base em doações particulares e no incansável trabalho voluntário de pais, familiares e amigos dos portadores de deficiências; além de convênios para o repasse de verbas, quase sempre insuficientes, com os governos municipal, estadual e federal.
Nos últimos anos, nossas escolas foram sendo adaptadas, preparadas para receber melhor e atender bem aos portadores de deficiências. Fomos realizando mudanças físicas nos prédios e salas, introduzindo metodologias, adquirindo equipamentos e capacitando os professores para esta necessidade, para esta nova realidade, explica a coordenadora de Educação Especial do Núcleo Regional de Ensino em Londrina, Maria Amélia Romero. Dependendo do grau da deficiência, a aprendizagem é mais lenta. Talvez ainda estejamos longe da integração total entre estudantes portadores de deficiências e os considerados normais. Mas os resultados deste início de integração já se mostram bons e animadores.





