Encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade de Londrina (UEL), o papagaio foi examinado e medicado pela professora Carmen Lúcia Hilst, de cirurgia de pequenos animais, animais silvestres e exóticos. Da espécie Amazona estiva, comum na região, o papagaio não apresentou nenhum ferimento nem fratura, mas corre risco de vida.
‘‘Ele está exausto e, nas aves, o estresse pode matar’’, informa a professora. Assim que o animal tiver uma melhora, ele será devolvido à mata de origem. A professora explica que ele é de ‘‘vida livre’’, não apresenta sinais de ter vivido em cativeiro e poderia adoecer se mantido muito tempo preso. Segundo ela, a briga entre o parceiro e os gaviões comprova tratar-se de um casal. Carmen Hilst fala da possibilidade deles estarem chocando. Esclarece que o inverno atípico fez várias espécies de aves iniciarem o acasalamento antes.
Não há como saber se o papagaio resgatado é fêmea ou macho. Neste tipo de ave, diz a professora, a diferença entre os sexos é interna e só detectável através de exames específicos. A professora não acredita que o parceiro do papagaio abandone o ninho e garante que, na ausência da fêmea, o macho continua chocando os ovos. O único risco é que, com todo o episódio, o parceiro também adoeça. Ela espera devolver o animal à mata em no máximo dois dias.

mockup