Estradas secundárias estão em estado de abandono no PR
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Estradas secundárias estão
em estado de abandono no PR
Trecho da PR-090, entre Piraí do Sul e Ventania, que está com o pavimento totalmente deterioradoOs trechos rodoviários de acesso, definidos em contrato como trechos de oferta, mostram que o comprometimento das estradas vai além do complexo que define o Anel de Integração. Com raras exceções, a maioria dessas rodovias secundárias encontra-se em estado de total abandono. Nos seis lotes concessionados existem 11 pequenas estradas, que funcionam como ramificações dos eixos principais do Anel de Integração.
Entre os piores trechos estão os da PR-474, próximo a Cascavel e de responsabilidade das Rodovias das Cataratas, e a PR-090, entre Piraí do Sul e Ventania, que está sob o controle da Rodonorte. Além da sinalização precária, esses dois trechos ainda têm problemas de acostamento, depressões, ondulações e até buracos na pista. Entre as exceções destacam-se, apesar das falhas na sinalização, as estradas entre Ibiporã e Sertanópolis, que está sob o comando da Econorte, e o acesso da BR-277 para Morretes e Antonina.
Apesar do contrato ser claro em relação ao atendimento dessas estradas, algumas concessionárias ainda questionam a manutenção desses trechos, alegando que ela é deficitária porque tratam-se de obras de investimentos. Para Ronaldo Gaspar, diretor de operações da Rodovia das Cataratas, a conservação dos trechos de oferta se caracterizam por investimentos de grande porte e, por isso, estariam paradas.
No entanto, um dos termos do contrato diz o seguinte: Compreende-se por recuperação inicial dos trechos rodoviários de acesso, o conjunto de atividades a ser aplicado pela concessionária para reconduzir a extensão da malha ofertada a condições satisfatórias. Entre essas atividades, que deveriam começar logo após o início da cobrança de pedágio, estão a limpeza das pistas e acostamentos, pavimento, faixa de domínio, obras de artes especiais, dispositivos de proteção e segurança, sinalização, terraplanos e estruturas de contenção, drenagem e obras de arte corrente, acessos, trevos, entroncamentos e retornos.
Gustavo Mussnich, presidente da Econorte, explicou que a maioria dessas obras faz parte do programa de manutenção. Nesse caso, por exemplo, seriam considerados investimentos a recuperação de um acostamento. Whashington Lemos Filho, da ABCR, reconhece que essas obras são de manutenção e deveriam estar sendo feitas pelas concessionários. Ressalta, porém, que a redução da tarifa interferiu também nesse contexto do programa de estruturação do Anel de Integração.
João Lúcio Donnard, gerente de engenharia da Rodonorte, justificou o péssimo estado de conservação do trecho secundário da PR-090 a um problema de comprometimento da base da pista. São defeitos graves de estrutura de pavimento que o trabalho de manutenção não resolve, disse Donnard. A correção dessa pista requer investimentos que só poderão ser realizados com o reajuste da tarifa de pedágio.





