A 4ª Companhia de Polícia Rodoviária de Maringá fechou ontem o balanço de acidentes nas estradas da região Noroeste com um resultado positivo. Apesar do aumento no registro de acidentes, que foi 6,7% maior que no ano anterior, o número de vítimas fatais caiu de 227 em 1995 para 201 no ano passado. ‘‘O mais importante no trabalho de prevenção é a preservação da vida’’, explica o capitão Luiz Rodrigo Larson Carsten, comandante da 4ª Cia.
Ele diz ainda que apesar do número de acidentes ter crescido, ainda ficou abaixo das expectativas, já que o movimento de veículos nas estradas aumentou no ano passado. ‘‘Não dispomos de dados precisos, mas temos certeza que o fluxo de carros e principalmente de caminhões de outros países foi maior nas estradas da 4ª Companhia’’, alega. Ele observa ainda que o número de feridos, que aumentou 10,21% no ano passado, ainda está acima do aceitável.
Para o capitão Rodrigo, foram as campanhas desencadeadas durante todo o ano de 96 e também a forma de trabalho integrados dos postos rodoviários que possibilitaram a redução no número de acidentes. Em todos os feriados e nos períodos de mudanças da legislação, todo o efetivo disponível da companhia foi para a estrada.
Quando necessário, policiais são deslocados de estradas com menos movimento para os trechos mais críticos. ‘‘Conseguimos aumentar a fiscalização nas rodovias de maior movimento mesmo sem o aumento do efetivo’’, explica.
O trabalho consistiu na orientação dos motoristas e na punição dos abusos. No ano passado, nos 4.200 quilômetros de rodovias de jurisdição da 4ª Cia, mais de 42 mil motoristas foram autuados - um crescimento de 21,62% em relação a 1995. ‘‘O trabalho preventivo e as multas deram resultados’’, diz.
A causa mais comum dos acidentes, segundo ele, ainda é a imprudência dos motoristas. ‘‘Estamos desenvolvendo trabalhos preventivos mesmo fora das estradas, e tentando atingir a maior parte da população do Noroeste, na tentativa de reduzir ainda mais os resultados trágicos dos acidentes.’’

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