DivulgaçãoO caminhão Volvo que percorreu os 2.029 quilômetros do Anel de Integração do Paraná na entrada de LondrinaChegou ao fim a viagem de uma semana que uma equipe de técnicos da Volvo e do governo do Estado fez a bordo de um caminhão. A equipe percorreu 2.029 quilômetros de estradas que compõem o traçado do Anel de Integração do Paraná e concluiu que: o mau estado de conservação das rodovias fez o gasto de pneus e combustível ser 40% maior que o previsto. A manutenção do veículo, nessas condições, pode crescer 30% e o custo operacional ser afetado em cerca de 30%. O caminhão teve um desgaste 25% maior do que teria em uma rodovia em boas condições.
Segundo os técnicos da montadora sueca, para uma avaliação precisa seria necessário percorrer 150 mil quilômetros de estradas. O trabalho conseguiu dados importantes que reforçam a necessidade de Obras no Anel de Integração. O projeto prevê a restauração, duplicação e uma série de outras obras ao longo dos 2.029 quilômetros que integram cerca de 200 cidades paranaenses.
Para se dimensionar melhor esses índices, basta lembrar que o custo variável da manutenção de um caminhão representa cerca de 60% do custo total do transporte. Aí estão incluídos gastos com combustível, pneus, peças, mão-de-obra de oficina.
O engenheiro José Eduardo Macedo, técnico da Volvo, disse que a produtividade do veículo, que é a diferença entre o gasto total e o volume de carga transportada no mês, e que permite avaliar a unidade de custo por tonelada, pode aumentar em estradas mal conservadas. ‘‘Um caminhão parando mais para a manutenção e levando mais horas que o necessário para fazer uma viagem, está aumentando o custo final do produto’’, diz.
O caminhão Volvo que percorreu o traçado do Anel de Integração trabalhou sob condições que exigiram maior esforço e provocaram maior desgaste mecânico e físico do motorista. Independentemente da categoria do produto transportado, primário ou industrializado, as perdas são enormes.
A influência das condições das estradas na movimentação de cargas pode levar a perdas de até 10% da produção agrícola, índice maior que as perdas com a quebra na safra de grãos no País, que gira em torno de 7%.
Essa situação toma outras proporções em função do aumento de preços dos fretes rodoviários de produtos agrícolas, que em 97 estão 10% mais caros em relação ao ano passado. Dados da Organização e Sindicato das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) dão conta que um produtor agrícola compromete 8,5% dos seus custos com despesas com transportes.
A redução desses índices, para ampliar a competitividade de preços da produção de todas as regiões do Estado, é a base do projeto do Anel de Integração do Paraná.
Os problemas mais graves nas rodovias do Paraná estão nos trechos das estradas federais. Oitenta e sete por cento dos 2.029 quilômetros que formam o Anel de Integração do Paraná são rodovias que até o ano passado eram de competência do governo federal e foram estadualizadas. Falta de conservação das pistas, ausência de sinalização são os principais problemas.

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