Estradas e vias intermunicipais também estão ameaçadas
Icaraíma - Se o governo federal não pavimentar logo a BR-487, a estrada Boiadeira (cuja construção iniciou-se há 10 anos) e as rodovias intermunicipais, as cidades que estão recebendo o tráfego pesado gerado pela ponte de Porto Camargo também terão o asfalto destruído. É que a maioria dos trechos rurais e vias urbanas por onde estão passando diariamente dezenas de caminhões e carretas carregadas são pavimentadas com o asfalto casca de ovo.
O promotor de Icaraíma, Vilmar Antônio Fonseca, está acompanhando o movimento de veículos e promete cobrar providências do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) se as condições das rodovias ficarem críticas. Antes da inauguração, eu pedi informações ao DER e o órgão apresentou e está executando projetos de limpeza, sinalização e recapeamento para melhorar a segurança nas rodovias. Entretanto, se começarem a ocorrer muitos problemas, o Ministério Público vai intervir, disse Fonseca.
Indiferente aos prejuízos que poderão ter, os municípios brigam pelo movimento da ponte que está girando em torno de mil veículos por dia . Comerciantes de Icaraíma travam uma queda-de-braço com o DER para canalizar o tráfego para Ivaté, o que obriga os caminhões a passar pelo centro da cidade. O DER orienta os motoristas a seguirem por Vila Alta, porque o asfalto até Xambrê é mais resistente e também porque, ao chegar em Umuarama, os motoristas têm acesso facilitado à PR-323.
Durante a inauguração da ponte, o presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu agilizar a pavimentação da Boiadeira - cerca de 150 quilômetros entre Campo Mourão e Icaraíma - mas até agora o Ministério dos Transportes não se manifestou.





