A Prefeitura de Presidente Castelo Branco (26 quilômetros de Maringá) está adequando uma estrada municipal que contorna a praça de pedágio construída na BR-376. Duas máquinas alugadas pela prefeitura estão fazendo a terraplanagem de um trecho da estrada, o mais deteriorado. Independente da obra, centenas de motoristas já desviando do pedágio por ali.
O pedágio começou a ser cobrado na semana passada neste trecho da BR-376 e custa R$ 2,90 por eixo. Ontem de manhã, o motorista Luiz Miguel dos Anjos, 32 anos, foi obrigado a usar a estrada municipal porque não tinha dinheiro para pagar o pedágio. Ele estava com o caminhão carregado com 17 mil quilos de lajota e recebeu da empresa para qual trabalha R$ 5,00 para o pedágio.
Anjos saiu de Paraíso do Norte com destino a Maringá. No pedágio de Presidente Castelo Branco foi informado que teria que pagar R$ 8,70. ‘‘A firma disse que só iria pagar R$ 4,80 de pedágio’’.
Para continuar a viagem, Anjos usou a estrada municipal que contorna a praça de pedágio, mas o caminhão acabou atolando. ‘‘Estava escuro ainda (5 horas) e não deu para ver que a estrada estava ruim assim’’, disse. O comerciante Joaquim Fermino de Souza, 66 anos, também passou a usar a estrada municipal depois da cobrança de pedágio. Ele afirma que tem uma empresa em Mandaguaçu e mora em Presidente Castelo Branco. ‘‘Passo várias vezes por dia neste trecho, todos os dias da semana; é impossível pagar pedágio, ainda mais com o preço que está a tarifa’’, disse.
De acordo com o prefeito de Presidente Castelo Branco, Alvarino Faccin (PFL), a adequação da estrada municipal é uma necessidade dos produtores rurais e também do município. Ele diz que a obra não tem nada a ver com a praça de pedágio. Segundo Faccin, a administração passada recebeu recursos, na ordem de R$ 80 mil da Secretaria de Agricultura do Estado, para a recuperação da estrada municipal. O dinheiro, diz Faccin, foi repassado para a empreiteira PKV em 1996, mas a melhoria não foi feita. ‘‘Agora o Tribunal de Contas está cobrando da prefeitura e só temos duas alternativas: ou fazemos a adequação da estrada ou devolvemos o dinheiro. E dinheiro a prefeitura não tem para devolver’’. Segundo Faccin, 11 mil metros da estrada serão recuperados e cascalhados. A estrada existe há mais de 60 anos.

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