Aberta na década de 30, antes mesmo da criação do Parque Nacional do Iguaçu, por migrantes gaúchos e catarinenses que colonizaram as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, a Estrada do Colono possui 17,6 quilômetros dentro da reserva florestal. A estrada liga os municípios de Serranópolis do Iguaçu (Oeste do Estado) e Capanema (Sudoeste).
Em setembro de 1986, quando o Estado iniciava a pavimentação, a estrada foi fechada por meio de uma liminar da Justiça Federal do Paraná, atendendo a pedido de ambientalistas de Foz do Iguaçu. Eles argumentavam que o tráfego de veículos prejudicava o ecossistema do parque. Com a interdição, a distância entre as duas regiões aumentou em 120 quilômetros.
Em 8 de maio deste ano, cerca de 800 agricultores, liderados por políticos das duas regiões, invadiram o leito da estrada, roçaram o mato já crescido e montaram barracas dentro do parque, considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Vinte dias depois, o Tribunal Regional Federal, com sede em Porto Alegre, derrubou a liminar de 1986. Com base nessa decisão, os invasores fizeram o cascalhamento e liberaram o tráfego na estrada em 12 de junho. Sete dias depois, no entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) caçou a decisão do tribunal gaúcho, o que favoreceu o acordo para a desocupação.
Depois da desocupação, o Ibama ergueu uma cerca de arame farpado nas duas extremidades da estrada, para dificultar a entrada de pessoas no parque. Ontem, a Aipopec mantinha apenas alguns homens no local, durante o dia, com o argumento de evitar depredações. Uma placa colocada pelo grupo informava: ‘‘Faltam 67 dias para a reabertura’’. (Valmir Denardin)

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